Política

UE anuncia punições à China


A União Europeia impôs sanções à China por conta de violações de direitos humanos em Xinjiang. É a primeira vez que o bloco determina punições do tipo contra o país asiático em mais de 30 anos.

Foram sancionadas, nesta segunda (22), quatro autoridades chinesas, pelas acusações de ordenar detenções arbitrárias e de coordenar medidas para impedir muçulmanos e outras minorias de seguirem sua fé e manterem seus costumes, o que tira o direito de liberdade religiosa.

Os atingidos são Chen Mingguo, diretor do Departamento de Segurança Pública de Xinjiang, Wang Mingshan e Wang Junzheng, altos funcionários, e Zhu Hailun, ex-governante da cidade de Urumqi, capital de Xinjiang. O Departamento de Segurança Pública, Construção e Produção de Xinjiang também foi alvo das sanções. Todos ficam proibidos de fazer negócios com países da UE e de entrar em seu território.

Embora tenham caráter mais simbólico, as medidas marcam um endurecimento da posição da UE sobre a China. A última vez que o bloco europeu havia tomado uma medida do tipo contra o país foi em 1989: um embargo de venda de armas ao país foi estabelecido após o massacre da Praça da Paz Celestial, quando estudantes que protestavam foram duramente reprimidos. O embargo ainda está em vigor. A China é o segundo maior parceiro comercial da UE, depois dos EUA.

Em resposta, o governo chinês pediu ao bloco europeu que "corrija seu erro" e determinou sanções a dez autoridades europeias, incluindo cinco eurodeputados, e a quatro entidades do continente, pela acusação de atacar a soberania chinesa.

(FP)


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