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Energia limpa está cada vez mais próxima do dia a dia das cidades

SUSTENTABILIDADE A nível municipal, estadual e federal, a melhor opção para os próximos anos no Brasil está na captação de energia solar através de placas


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As placas de energia solar são a principal opção de energia limpa e sustentável à disposição para uso no Brasil
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Fontes de energia limpa são o futuro não muito distante dos municípios mais desenvolvidos ao redor de todo o mundo. A energia limpa já tem sido adotada por vários municípios e correspondem a mais de 60% toda a nova capacidade elétrica instalada no mundo, segundo a Agência Internacional de Energia Renovável.

Energia limpa é aquela que não libera, durante seu processo de produção ou consumo, resíduos ou gases poluentes geradores do efeito estufa e do aquecimento global. Suas fontes liberam quantidades muito baixas destes gases ou resíduos também são consideradas fontes de energia limpa.

As fontes de eletricidade limpa são energia hidráulica, energia eólica e energia solar, sendo esta última a mais popular em todo o mundo, por conta de sua facilidade de captação e instalação e grande custo-benefício. O Brasil, por ser um país tropical e com alta taxa de insolação, tem uma potencial para ser um dos principais focos da sua utilização.

É o que explica Sergio Jacobsen, CEO da Smart Infrastructure da Siemens. "A energia solar tem crescido muito no Brasil. Todo ano praticamente dobra o número de instalações no país, principalmente nas regiões do Norte de Minas, Sul da Bahia, até porque seu custo de instalação é bem acessível comparada com a economia que ela traz, relata.

Segundo ele, as vantagens são inúmeras, como o fator da sustentabilidade e de reduzir consumo de energia fóssil. "O Brasil tem fama de não ser muito preocupado com o meio ambiente, mas isso pode ser um diferencial e uma vantagem. Jundiaí, por exemplo, é uma cidade sustentável, que cuida muito bem do meio ambiente e procura se internacionalizar. Investimentos em energias limpas são um grande chamativo para empresas que pensam nisso. As companhias de sucesso se preocupam com isso", lembra.

Jacobsen sugere que um ótimo começo para Jundiaí seria a adoção dos sistemas de energia solar no nosso parque industrial. "É um investimento que se paga. A maioria das indústria tem telhados e área para isso e Jundiaí possui insolação suficiente. A instalação da estrutura necessária é cada vez mais simples, leve e mais barata. Mas falta ainda um pouco de publicidade, divulgação e planejamento. E também o reconhecimento para aqueles que adotem essa prática", completa.

O gestor de Governo e Finanças da Prefeitura de Jundiaí, José Antônio Parimoschi, conta algumas das iniciativas que a cidade tem realizado para ser mais sustentável. "Jundiaí tem como meta reduzir 22% até 2030 e 44% das emissões de gases de efeito estufa até 2050; trata-se de uma proposta ousada e rara entre os municípios brasileiros. Estamos planejando o futuro da cidade com ações que já estão em andamento hoje, como por exemplo a troca do parque de iluminação pública por lâmpadas de LED, que são mais eficientes, assim como intensificar o uso de fontes alternativas de energia, que são limpas, como a energia solar, entre outras, que podem gerar economia, inclusive nos prédios públicos."

Segundo o gestor, em breve a prefeitura contará com uma estrutura mais moderna e sustentável. "Estamos trabalhando em um projeto para transformar o Paço Municipal em um prédio inteligente e a troca do telhado prevê a instalação de placas de energia solar, que poderão prover energia mais barata e mais eficiente para a Prefeitura. Mas o custo inicial ainda é alto, e por isso estudamos a realização de uma parceria público-privada (PPP) para a instalação. Sobre incentivos para as indústrias e empresas, vejo que o município é o elo mais frágil na arrecadação tributária, e isto gera a necessidade de uma ajuda dos governos estadual e federal, que recebem a maior parte dos impostos", afirma.

Avanço em São Paulo

No final do ano passado, o secretário de Infraestrutura e Meio Ambiente do estado de São Paulo (SIMA), Marcos Penido, o presidente do Conselho de Administração da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absloar), Ronaldo Koloszuk Rodrigues, e o presidente-executivo da associação, Rodrigo Sauaia, assinaram um protocolo de intenções para o desenvolvimento da energia solar fotovoltaica no estado para os anos de 2021 e 2022.

A parceria formaliza e amplia a positiva cooperação entre o Governo de São Paulo e a Absolar, em andamento desde 2013. Agora, as entidades irão somar forças em prol do avanço da energia solar nos prédios públicos do estado e pela estruturação de um programa de desenvolvimento do setor no território paulista, que aproxime a fonte sustentável da população e dos setores produtivo e rural.

"O estado de São Paulo possui um imenso potencial para gerar eletricidade a partir do sol com energia solar fotovoltaica, seja em grandes usinas ou sistemas de pequeno e médio portes, em telhados, fachadas ou áreas livres. A fonte solar será estratégica para acelerar a atração de investimentos, geração de empregos e renda e revigorar a economia paulista", diz Penido.

Como funciona

O processo da energia solar para produção de energia (chamado de efeito fotovoltaico) utiliza placas solares produzidas em material semicondutor para, quando as partículas de luz solar (fótons) incidirem, os elétrons do material semicondutor entrarem em movimento, gerando eletricidade.

A energia solar é gerada pelas placas solares e levada ao inversor solar, equipamento responsável por transformar a corrente elétrica contínua em alternada e, então, ser distribuída para o local de consumo e utilizada pelos equipamentos.


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