Política

São Paulo tem queda de ocupação em leitos de UTI e nas internações

Após forte alta, as novas internações diárias por covid-19 apresentam leve desaceleração


REUTERS / Amanda Perobelli
Mesmo que lentamente, internações em São Paulo têm caído
Crédito: REUTERS / Amanda Perobelli

Após forte alta ao longo de março, as novas internações diárias por covid-19 no estado de São Paulo apresentam leve desaceleração desde o último dia 27. Nos últimos dois dias (quarta e quinta-feira), o número de internados em todo o estado baixou e ficou na casa dos 28 mil, patamar é similar ao registrado em 21 de março. Após essa data, até terça-feira (6), os números se mantinham entre 29 e 31 mil, próximo da capacidade total.

Entre os 28,6 mil internados, 12.818 estão em leitos de Terapia Intensiva e 15.813 em enfermaria. Em ambos os tipos de leitos houve queda: o patamar em UTIs esteve acima de 13 mil pacientes em UTIs e chegou a ultrapassar 18 mil em leitos clínicos.

Ontem (8), as taxas de ocupação dos leitos de UTI atingiram de 88,6% no Estado e de 88% na Grande São Paulo, as menores do mês de abril.

Desde o início da pandemia são 79.443 mortes e 2.576.362 casos, sendo 889 óbitos e 21.521 casos registrados de ontem para hoje. Entre os recuperados estão 2.218.618 pessoas e dessas 260.756 pessoas que estiveram internadas e receberam alta hospitalar.

A Fase Emergencial do Plano São Paulo segue até o dia 11 de abril, com a manutenção das restrições mais rígidas visando garantir a assistência a vida e conter a sobrecarga em hospitais de todo o Estado, além de frear o aumento de novos casos, internações e mortes pelo coronavírus.

Para os especialistas, a queda na média de novas internações no estado ainda é pequena. Eles destacaram que, mesmo internando, hoje, menos gente por dia do que no pico de março, as internações diárias atuais também sobrecarregam o sistema de saúde, que não é capaz de absorver a entrada de tantos pacientes novos por um tempo prolongado.

Já porta-vozes do governo de São Paulo celebraram a desaceleração, atribuindo os dados mais recentes às medidas de restrição do Plano São Paulo.

(Angelo Santi)

 


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