Política

Paulo Guedes critica ministros 'fura-teto' sobre o Orçamento


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Paulo Guedes tem passado por problemas com o texto do Orçamento
Crédito: EDU ANDRADE/Ascom/ME

O ministro Paulo Guedes (Economia) afirmou nesta sexta-feira (9) que a negociação que culminou na aprovação de um Orçamento inexequível para este ano teve a participação de "ministro fura-teto", que sugeriu o rompimento de regras fiscais e propôs privilegiar repasses ao estado do relator das contas do governo.

Em videoconferência organizada pelo banco Bradesco, o ministro não citou nomes das autoridades para as quais direcionou as acusações. No entanto, como mostrou a Folha, membros da equipe econômica atribuem ao ministro Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional) parte da articulação que inflou as emendas parlamentares no Orçamento de 2021.

"Foi justamente essa vontade de acertar que acabou quase duplicando o que era o acordo político [para emendas parlamentares]. Todo mundo quer acertar, quer inauguração de uma obra aqui, uma obra ali", afirmou o ministro na videoconferência.

"Aí tem um ministro também, tem sempre um ministro mais ousado, tem ministro fura-teto, tem de tudo aqui. Tem ministro que não desiste, volta toda hora e bate no mesmo lugar, bota em risco a viagem do grupo todo", disse.

O termo escolhido pelo ministro da Economia já foi usado no ano passado abertamente contra Marinho. Em outubro de 2020, ele entrou em uma briga pública com o colega. Após o titular do Desenvolvimento Regional criticar Guedes em evento, o chefe da Economia chamou o colega de "despreparado, desleal e fura-teto".

O teto de gastos limita o crescimento das despesas do governo à variação da inflação. Enquanto Guedes quer conter as despesas do governo, Marinho briga por mais obras com dinheiro público.

Novamente sem mencionar nomes, Guedes afirmou que durante a negociação do Orçamento, houve um ministro que prometeu privilegiar o relator da proposta, senador Márcio Bittar (MDB-AC).(FP)


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