Política

General Silva e Luna toma posse


Em sua posse como presidente da Petrobras, o general Joaquim Silva e Luna disse nesta segunda (19) que um dos principais desafios de sua gestão será conciliar os interesses de consumidores e acionistas. Ele não adiantou, porém, como atingir esse resultado.

A cerimônia reforçou o avanço de militares sobre o setor de energia: ao lado de Silva e Luna, compuseram o palco os almirantes Bento Albuquerque, ministro de Minas e Energia, Rodolfo Sabóia, diretor-geral da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis) e Eduardo Bacellar Leal Ferreira, presidente do conselho da Petrobras.

Silva e Luna foi nomeado pelo conselho de administração da Petrobras na sexta (16), quase dois meses após sua indicação pelo presidente Jair Bolsonaro. Ele já vinha trabalhando na empresa, mas nesta segunda, assinou o termo de posse e recebeu o crachá da companhia.

Também tomaram posse nesta segunda os novos diretores da empresa, que terá pela primeira vez desde 2007 uma diretoria sem a presença de mulheres.

"Confesso que me sinto honrado pela confiança e impactado pela responsabilidade. Entendo que essa sensação me mantém num ponto de equilíbrio entre a ousadia e a prudência", disse Silva e Luna. Desde já, hipoteco minha lealdade, meu senso de responsabilidade e todas as minhas energias no cumprimento dessa honrada missão."

Em seu discurso, o novo presidente da Petrobras tentou tranquilizar investidores, ao mesmo tempo em que tocou em um ponto sensível ao presidente da República, crítico da imprevisibilidade sobre os reajustes de preços dos combustíveis. (FP)


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