Política

Braga Netto pede respeito às urnas e equilíbrio entre poderes


Marcello Casal JrAgência Brasil
O ministro Braga Netto falou sobre a instauração da CPI da covid-19
Crédito: Marcello Casal JrAgência Brasil

Com a instalação da CPI da Covid, o ministro da Defesa, Walter Braga Netto, afirmou nesta terça-feira (20) que o Brasil "precisa estar unido contra qualquer iniciativa de desestabilização institucional" e que "é preciso respeitar" o "projeto escolhido pela maioria dos brasileiros" para governar o país.

"O momento requer um maior esforço de união nacional, com foco no combate à pandemia e no apoio à vacinação. Hoje, o país precisa estar unido contra qualquer tipo de iniciativa de desestabilização institucional, que altere o equilíbrio entre os poderes e prejudique a prosperidade do Brasil", declarou Braga Netto.

A fala do ministro ocorreu durante solenidade de transmissão do comando do Exército, em Brasília. O general Edson Pujol passou o posto para o também general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira.

"Enganam-se aqueles que acreditam estarmos sobre um terreno fértil para iniciativas que possam colocar em risco a liberdade conquistada por nossa nação. É preciso respeitar o rito democrático e o projeto escolhido pela maioria dos brasileiros para conduzir os destinos do país. A sociedade, atenta a essas ações, tenha a certeza que suas forças armadas estão prontas a servir aos interesses nacionais."

"Neste período de intensa comoção e incertezas, que colocam à prova a maturidade e a independência das instituições democráticas brasileiras, o Exército, a Marinha e Força Aérea mantêm o foco em suas missões constitucionais, permanecendo sempre atentas à conjuntura nacional", concluiu o ministro", finaliza.

Braga Netto - que chegou ao ministério da Defesa na esteira da maior crise militar desde a redemocratização - deu as declarações em meio ao forte desgaste político esperado com a instalação da CPI da Covid.

A comissão foi criada por decisão do ministro Luís Roberto Barroso, do STF (Supremo Tribunal Federal) e deve ter como relator o senador Renan Calheiros (MDB-AL), considerado um adversário pelo Palácio do Planalto.

A chegada de Braga Netto ao ministério da Defesa e a substituição de Pujol também ocorreram num contexto de crise. (FP)


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