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CPI da Covid é instaurada com Renan Calheiros como relator


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Renan Calheiros havia sido barrado, mas será o relator da CPI da Covid
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A CPI da Covid foi instalada na manhã desta terça-feira (27) no Senado e confirmou nos postos mais importantes da comissão parlamentares independentes ou oposição ao governo. Renan Calheiros (MDB-AL) foi indicado relator pelo presidente eleito do colegiado Omar Aziz (PSD-AM). Aziz recebeu 8 dos 11 votos da CPI, que terá duração inicial por 90 dias - podendo ser prorrogada.

O alvo da CPI no começo dos trabalhos deve ser a compra de vacinas pelo governo e a atuação do ex-ministro Eduardo Pazuello (Saúde), entre outras eventuais omissões da gestão Bolsonaro na pandemia da covid-19.

Caberá a Renan elaborar o plano de trabalho da comissão, definir cronogramas e, sobretudo, elaborar o documento final da CPI, que poderá pedir a órgãos externos, como o Ministério Público, o indiciamento de membros e ex-membros do governo.

O senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho mais velho do presidente, criticou duramente o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG) por ter criado a CPI durante a pandemia, após determinação do STF (Supremo Tribunal Federal).

"Rodrigo Pacheco está errando, está sendo irresponsável, porque está assumindo a possibilidade de durante os trabalhos dessa CPI acontecerem mortes de senadores, assessores, morte de funcionários, porque em algum momento a sessão vai ter que ser presencial", afirmou, na sessão. Flávio não é membro da comissão, mas falou na condição de vice-líder do governo.

Aliados de Bolsonaro tentaram por diversas vezes impedir a nomeação de Renan e conseguiram até uma liminar na Justiça Federal para barrá-lo no cargo. A determinação, porém, teve pouco efeito prático e foi derrubada na manhã desta terça pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região.

Antes de irem à Justiça, governistas tentaram forçar a indicação de um nome mais alinhado ao Planalto na relatoria e buscaram até trocar parlamentares titulares na CPI. (FP)


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