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Jundiaí retoma aulas e Região se prepara para retorno este mês

REGIÃO Com protocolos sanitários e capacidade reduzida, rede municipal prepara volta ao sistema presencial de educação


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Em Jundiaí, as aulas presenciais da rede municipal voltaram nesta semana, com parte da rotina ao ar livre
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As escolas do Ensino Fundamental da Rede Municipal da Prefeitura de Jundiaí retomaram presencialmente as atividades nesta segunda-feira (3), após as famílias ou responsáveis assinarem a carta de aceite, bem como o cumprimento do regramento de 35% de ocupação máxima em cada unidade escolar.

Entre os 40 mil alunos matriculados na rede municipal de Jundiaí, cerca de 21 mil que fazem parte do Ensino Fundamental, tiveram as aulas retomadas, de forma escalonada, cumprindo os regramentos sanitários determinados e aprovados pelo Comitê de Enfrentamento ao Coronavírus (CEC) do município. O grupo atende à normativa de restrição de 35% da ocupação da unidade escolar.

"As equipes da Unidade de Gestão de Educação (UGE) conversaram com cada unidade escolar para detalhar o trabalho de retomada, conforme a característica de cada escola, baseado na metodologia de desemparedamento da Escola Inovadora da Educação de Jundiaí. Todos os regramentos sanitários estão sendo cumpridos, com a disponibilização de álcool em gel, aferição de temperatura, além do uso dos equipamentos de proteção necessários", comenta a gestora Vastí Ferrari Marques.

O próximo município da região a retomar as aulas presenciais será Várzea Paulista. A prefeitura confirmou que a volta está programada para a próxima segunda-feira, dia 10 de maio. "Temos um total de mais de 10 mil alunos e inicialmente trabalharemos com o 25% da capacidade das salas de aula, começando de modo facultativo para aqueles que a família optar pelo modo presencial".

Em Itupeva, o Executivo municipal informou que a previsão é que a volta gradual das aulas presenciais seja a partir do dia 17 deste mês, inicialmente com 35% da capacidade das salas de aula, mas a prefeitura ainda aguarda posicionamento do governo estadual. As aulas seguem remotas até o anúncio do avanço à Fase Laranja do Plano São Paulo.

Já a Secretaria de Educação de Campo Limpo Paulista informou que formulou um plano de retomada de volta às aulas, de forma escalonada, mantendo ainda o sistema on-line para as famílias que não quiserem o retorno presencial. Mas esse plano ainda será avaliado pelo Comitê de Enfrentamento a Covid no final desta semana, para decisão final.

Louveira também segue sem previsão, e tem focado no aperfeiçoamento do modelo remoto. "Estamos fechando a locação de tablets para os alunos, pois implantamos a plataforma digital, mas 55% dos alunos tem problemas para ter aula on-line. Nossos professores e funcionários ainda não foram 100% vacinados e estamos concluindo nova licitação da merenda escolar. Foram entregues os materiais didáticos e mensalmente os alunos recebem um kit de alimentos e produtos de limpeza", afirmou o prefeito Estanislau Steck (PSD).

Um projeto de lei que prevê a reabertura de escolas e faculdades durante a pandemia foi alvo de disputa durante sete horas de votação no Plenário da Câmara dos Deputados no fim do mês passado. Aprovado pelos parlamentares, o texto torna educação básica e superior serviços essenciais. O projeto seguirá para o Senado.

A proposta proíbe a suspensão de aulas presenciais durante pandemias e calamidades públicas, exceto se houver critérios técnicos e científicos justificados pelo Poder Executivo quanto às condições sanitárias do estado ou município.

O que profissionais que defendem o retorno das atividades presenciais argumentam é que o risco de transmissão não muda significativamente no ambiente escolar. Se esse espaço está bem preparado, representa um perigo menor do que o de shoppings, restaurantes, clubes e outros estabelecimentos.

"Não faz sentido não priorizar a escola nos momentos de flexibilização. É claro que ela só deve abrir respeitando protocolos e de acordo com a situação epidemiológica de cada região, podendo ser fechada de forma emergencial, mas por último. Só que, na hora de retomar as atividades, precisa ser a primeira a voltar", avalia o infectologista Marcio Nehab, da Fundação Oswaldo Cruz.


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