Política

12 partidos assinam nota contra a PF por pedido de investigação


Marcello Casal JrAgência Brasil
Dias Toffol pode ser investigado por venda de decisões do Supremo
Crédito: Marcello Casal JrAgência Brasil

Um grupo de parlamentares está organizando uma carta manifestando "preocupação" com a iniciativa da Polícia Federal de pedir autorização ao STF (Supremo Tribunal Federal) para investigar o ministro Dias Toffoli.

A requisição tem como base citação feita ao magistrado pelo ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral em delação premiada por compra de decisões. Ele está condenado a mais de 300 anos de prisão e o acordo de colaboração que firmou com a PF é criticado pelo Ministério Público Federal.

A carta de apoio a Toffoli já teve a adesão de deputados de 12 diferentes partidos. Endossam o documento parlamentares do DEM, Republicanos, PSD, Rede, PT, PSOL, MDB, PSDB, PL, PCdoB, Progressistas e SDD.

Entre eles estão os presidentes do MDB, Baleia Rossi, do PSDB, Bruno Araújo, do Republicanos, Marcos Pereira, do Solidariedade, Paulo Pereira da Silva, o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e lideranças como Fábio Trad, do PSD, José Guimarães, do PT, e Orlando Silva, do PC do B.

Na terça (11), o Painel revelou que a PF pediu ao Supremo a abertura de inquérito para investigar as declarações de Cabral dizendo que Toffoli recebeu R$ 4 milhões para favorecer dois prefeitos fluminenses em processos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O ministro negou, por meio de nota, ter recebido qualquer valor.

Os parlamentares afirmam que a PF quer fazer a investigação depois de a Procuradoria-Geral da República já ter opinado pelo arquivamento de "todas as investigações decorrentes da colaboração do condenado Sérgio Cabral" justamente "por falta de consistência em suas informações".

Dizem também que registram a "forma imparcial e correta" com que Toffoli "conduziu aquela Corte Eleitoral [TSE]". E afirmam ser solidários a ele contra os "ataques inaceitáveis" do "supracitado delator [Sérgio Cabral]", feitos de "maneira injusta e criminosa". (FP)


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