Política

Ex-chanceler Ernesto Araújo presta depoimento à CPI da Covid


Marcello Casal JrAgência Brasil
Ernesto Araújo prestou depoimento nesta terça (18) à CPI da Covid
Crédito: Marcello Casal JrAgência Brasil

O ex-chanceler Ernesto Araújo afirmou nesta terça-feira (18) à CPI da Covid que não encaminhou ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) carta na qual a Pfizer oferecia negociação sobre vacinas porque presumiu que ela já havia sido entregue ao mandatário.

A farmacêutica enviou documento ao presidente da República com cópia para a Embaixada do Brasil em Washington, que a encaminhou a Ernesto. Após ser questionado pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), o ex-ministro das Relações Exteriores disse que não mandou o texto a Bolsonaro porque ele já estava copiado como o destinatário da carta. "Presumia que o presidente da República já soubesse", afirmou o ex-chanceler.

Araújo confirmou ainda que mobilizou a estrutura do Ministério das Relações Exteriores para a compra da hidroxicloroquina e afirmou que o processo contou com a atuação do presidente Jair Bolsonaro.

Ernesto também buscou negar os atritos com a China, país fornecedor de matéria-prima para a fabricação de vacinas, e os ataques que ele próprio desferiu ao país asiático.

O depoimento de Ernesto Araújo era considerado fundamental pelos senadores da comissão, que queriam questioná-lo se a política externa ideológica e os ataques promovidos a alguns países, em particular à China, afetaram a compra de insumos e de vacinas contra a covid-19.

Ernesto disse recentemente que o surgimento do coronavírus acelera o "projeto globalista". "O vírus aparece, de fato, como imensa oportunidade para acelerar o projeto globalista. Este já se vinha executando por meio do climatismo ou alarmismo climático", escreveu Ernesto

"São instrumentos eficientes, mas a pandemia, colocando indivíduos e sociedades diante do pânico da morte iminente, representa a exponencialização de todos eles", diz trecho do artigo que foi publicado no blog pessoal do ex-ministro. (FP)


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