Política

Salles é alvo de operação da PF e pede informações sobre inquérito


Agência Brasil
Ricardo Salles foi alvo de operação da Polícia Federal nesta quarta-feira
Crédito: Agência Brasil

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, disse que a operação da Polícia Federal que tem ele como um dos alvos o surpreendeu e a classificou como exagerada e desnecessária. "Vou fazer aqui uma manifestação de surpresa com essa operação, que eu entendo exagerada, desnecessária, até porque todos, não só o ministro como todos os demais que foram citados e incluídos nessa investigação, estiveram sempre à disposição para esclarecer quaisquer questões", disse.

"O Ministério do Meio Ambiente, desde o início desta gestão, atua sempre com bom senso, respeito às leis, respeito ao devido processo legal." Ele se pronunciou sobre o assunto após participar da abertura de um evento sobre desenvolvimento sustentável da indústria em Brasília.

Salles disse que o inquérito, do pouco que sabe dele, porque não teve acesso ainda, foi instruído de tal forma que levou o ministro do STF Alexandre de Moraes a erro. "Induzindo justamente a dar impressão de que teria havido possivelmente uma ação concatenada de agentes do Ibama e do Ministério do Meio Ambiente para favorecer ou para fazer destravamento indevido do que quer que seja. Essas ações jamais, repito, jamais aconteceram."

Salles esteve na manhã desta quarta-feira (19) na superintendência da Polícia Federal em Brasília. Policiais relataram que o ministro cobrou explicações sobre o inquérito e quis falar com o superintendente.

Salles foi recebido pelo chefe do órgão e informado que o caso estava sob sigilo e é de responsabilidade do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Ele estava acompanhado de um assessor.

Segundo informações de pessoas próximas ao ministro do Meio Ambiente, o assessor armado é um militar da reserva que faz a segurança dele por causa de ameaças que teria recebido. Salles foi recebido pelo chefe do órgão e informado que o caso estava sob sigilo e é de responsabilidade do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. (FP)

 


Notícias relevantes: