Política

CPI convoca 9 governadores e aprova novos depoimentos

SENADO Além do ex-governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, Marcelo Queiroga e Eduardo Pazuello voltarão a depor


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CPI da Pandemia aprova convocação de nove governadores que quer ouvir ex-ministro e titular da Saúde
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Os senadores da CPI da Covid aprovaram nesta quarta-feira (26) requerimento para convocar novamente o ex-ministro Eduardo Pazuello (Saúde) e o atual titular da pasta, Marcelo Queiroga. Aprovaram ainda a convocação de nove governadores para que expliquem o uso de recursos federais nos estados.

O presidente da comissão, senador Omar Aziz (PSD-AM), afirmou que foram inicialmente convocados governadores de estados em que houve operações da Polícia Federal para apurar suspeitas de irregularidades com as verbas federais no combate à pandemia.

São eles Wilson Lima (AM), Helder Barbalho (PA), Ibaneis Rocha (DF), Mauro Carlesse (TO), Carlos Moises (SC), Antonio Oliverio Garcia de Almeida (RR), Waldez Góes (AP), Wellington Dias (PI) e Marcos José Rocha dos Santos (RO). Também foi convocado o ex-governador do Rio, Wilson Witzel.

Além deles, a comissão convocou o assessor internacional da Presidência, Filipe Martins (que atuaria em uma espécie de "ministério paralelo" da crise da covid), e o empresário Carlos Wizard, que atuava como conselheiro de Pazuello na Saúde, e o ex-assessor especial da Presidência Arthur Weintraub.

Senadores governistas, como Eduardo Girão (Podemos-CE) e Marcos Rogério (DEM-RO), pretendiam inicialmente convocar mais governadores, como João Doria (PSDB), de São Paulo. No entanto, o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE), afirmou à reportagem que tentaria reduzir essa lista.

Na visão do governo, a convocação de muitos governadores resultaria inevitavelmente na prorrogação da CPI, o que não interessa ao Palácio do Planalto.

A comissão tem prazo inicial (prorrogável) de 90 dias para realizar procedimentos de investigação e elaborar um relatório final, a ser encaminhado ao Ministério Público para eventuais criminalizações.

Além de apurar ações e omissões do governo Bolsonaro, comissão trata de repasses de verbas federais para estados e municípios. Senadores já afirmavam desde o final de semana que iriam reconvocar o ex-ministro Pazuello, devido ao que classificam de mentiras contadas durante seu depoimento de dois dias na comissão, na semana passada.

O relator da comissão, senador Renan Calheiros (MDB-AL), havia apresentado no segundo dia uma lista de 14 mentiras elencadas que, segundo ele, haviam sido ditas pelo general à CPI da Covid. Na CPI, Pazuello estava munido de um habeas corpus que garantia a ele o direito ao silêncio em determinadas perguntas.

O general respondeu a todos os questionamentos, mas os senadores consideram que o instrumento jurídico dado pelo STF proporcionava uma blindagem que inclusive possibilitava que mentisse. "O que se espera é que o Supremo Tribunal Federal não dê essa proteção para que as pessoas venham para a CPI sabendo que não serão penalizadas", afirmou o senador Otto Alencar (PSD-BA).

Na sessão desta quarta-feira, os senadores também aprovaram a convocação de assessores direitos de Pazuello no Ministério da Saúde, como Marcos Arnaud, que era o responsável pela comunicação do ministro.


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