Política

Saúde e educação seguem como prioridade no Orçamento 2022

APRESENTAÇÃO Jundiaí tem orçamento previsto pela prefeitura de R$ 2,6 bilhões para o ano que vem e visa combater a pandemia


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José Antonio Parimoschi e Tiago Texera falaram sobre as previsões de gastos para 2022 em audiência pública
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A audiência pública realizada pela Câmara Municipal de Jundiaí, na manhã de quarta-feira (26), de maneira virtual em decorrência da pandemia, apresentou a Lei de Diretrizes Orçamentáras (LDO) para 2022, com dados referentes à arrecadação de 2021 e projetou Orçamento de R$ 2,6 bilhões para o ano que vem em Jundiaí.

O evento contou com a participação de representantes da Prefeitura de Jundiaí e do Legislativo municipal para a apresentação do projeto de lei que antecede a elaboração do orçamento de 2022. As projeções levam em consideração a realidade econômica do país, fortemente afetada pela pandemia, e a realidade social do município, para que a estimativa da receita e a distribuição dos recursos em cada uma das políticas públicas sejam bem calibradas.

Os investimentos em Saúde e Educação permanecem como as prioridades estruturais da gestão municipal, que projeta um orçamento de R$ 2,6 bi em 2022 para cidade.

Entre os projetos citados pelos gestores municipais da Promoção e Saúde (UGPS), Tiago Texera e Educação (UGE), Vastí Ferrari Marques, estão em andamento obras em 16 Novas Unidades Básicas de Saúde (UBS), projeto do Centro Médico de Diagnóstico (Vila Progresso), Clínicas da Família e Unidade Pré-Hospitalar (Ponte São João e Hortolândia), reforma no Ambulatório de Moléstias Infecciosas (AMI), além de implantação de prontuário eletrônico, telemedicina e outras iniciativas inteligentes de uso de tecnologia para a ampliação do atendimento à população. Já na Educação, 25 Escolas Inovadoras, Distrito do Conhecimento, inclusão de aulas de espanhol e francês para as crianças da rede pública municipal e um laboratório 'maker' fazem parte das ações da pasta para os mais de 37 mil estudantes contemplados.

Além dessas duas áreas, Jundiaí conta com R$ 30 milhões, captados junto ao BNDES, exclusivo para investimentos nos próximos três anos em ações de melhoria da segurança da cidade.

"Jundiaí projeta o orçamento em bases conservadoras neste momento, de maneira sólida, para evitar sobressaltos e sustos no futuro. A austeridade e o planejamento norteiam a administração do nosso município, que tem arcado com a maior fatia dos investimentos necessários para o custeio de áreas como a saúde e assistência social, demandadas de maneira suplementar desde o ano passado com a pandemia da covid-19, além de todas as obrigações com as demais políticas públicas", explicou o gestor da Unidade de Gestão de Governo e Finanças (UGGF), José Antonio Parimoschi, lembrando que as transferências realizadas no ano passado pelo governo federal para o custeio dos gastos adicionais decorrentes da covid-19 não foram projetados no Orçamento da União para o ano de 2021, o que afeta a todos os municípios do país.

A LDO encaminhada ao legislativo de Jundiaí conta com metas fiscais e políticas de aplicação de recursos desenvolvidas a partir de projeções que levam em consideração tendência do crescimento das rubricas de Receita dos últimos anos, avaliação do comportamento histórico das despesas entre outros indicadores, como o IPCA, segundo o diretor de Orçamento da UGGF, Luiz Fernando Boscolo.

"Para 2021 temos orçado R$ 2,5 bilhões, que terá o impacto inflacionário e de frustração de receita, até o primeiro bimestre, de 1%. Para 2022 temos a projeção de crescimento de 4,6%, com R$ 2,6 bilhões, com 90% em receita corrente, ou seja, proveniente de impostos, arrecadações e repasses", detalha o diretor, acrescentando que a cidade está em equilíbrio financeiro, com dívida pública - excetuando a previdência - de 10,16% do total da receita corrente líquida, sendo que o limite máximo admitido é de 120%.


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