Política

Queiroga se contrapõe a Bolsonaro sobre cloroquina


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Ministro da Saúde depôs ontem pela segunda vez aos senadores
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Em seu segundo depoimento à CPI da Covid do Senado, ontem, o ministro Marcelo Queiroga (Saúde) mudou seu posicionamento em relação à hidroxicloroquina e afirmou que o medicamento não tem eficácia científica comprovada para o tratamento da covid-19, contrariando o presidente Jair Bolsonaro.

Queiroga também se absteve mais uma vez de comentar amplamente as ações do presidente da República, ao não usar máscaras e promover aglomerações, mas externou sua insatisfação com essa postura em alguns momentos. Afirmou que não "é censor" do chefe do Executivo e que as "imagens falam por si".

Embora tenha reforçado que tem autonomia para tomar decisões à frente do Ministério da Saúde, o próprio Queiroga relativizou essa condição ao afirmar que isso não significa "carta branca para fazer tudo o que quer".

Queiroga prestou depoimento pela segunda vez à CPI da Covid. Há um mês, quando sentou no banco da comissão pela primeira vez, o ministro havia afirmado que não iria se posicionar sobre a eficácia da cloroquina.

Afirmou que a instância adequada para analisar essa questão seria a Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS), da qual faz parte, que está elaborando um protocolo.

"Segundo o decreto-lei que regulamenta a Conitec, eu sou instância final decisória. Então, eu posso ter que dar um posicionamento acerca desse protocolo, de tal sorte que eu gostaria de manter o meu posicionamento final acerca do mérito do protocolo quando o protocolo for elaborado", disse durante a sessão, no dia 6 de maio.

Em sua nova oitiva, nesta terça-feira, o ministro foi explícito ao afirmar que, na sua opinião, esses medicamentos não têm eficácia comprovada. "Essas medicações não têm eficácia comprovada. Esse assunto é motivo de discussão na Conitec", afirmou o ministro. "Se eu ficar discutindo a discussão do ano passado, eu não vou em frente", disse.

 (FP)


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