Política

Voto auditável é adiado para agosto


Em uma manobra para evitar a derrota da proposta de emenda à Constituição (PEC) que estabelece o voto auditável nas eleições, deputados bolsonaristas conseguiram adiar a votação, prevista para esta sexta-feira (16) na comissão especial da Câmara que analisa o parecer do relator, deputado Filipe Barros (PSL-SP).

A rejeição do parecer, favorável à impressão do voto, era vista como certa, e aliados do governo fizeram muitas tentativas para adiar a votação (veja mais abaixo). O presidente da comissão, Paulo Eduardo Martins (PSC-PR), convocou nova reunião para 5 de agosto A reunião foi encerrada após Martins ter atendido ao pedido do relator de mais tempo para fazer uma alteração no parecer.

A impressão do voto é uma das bandeiras do presidente Jair Bolsonaro, que fala sobre suspeitas de fraude em relação ao voto.

Presidentes de 11 partidos políticos (no vídeo abaixo, Gilberto Kassab, do PSD), incluindo legendas aliadas ao governo, já se manifestaram contrários à proposta e defenderam que o atual sistema eleitoral é confiável e que mudar as regras do jogo, a essa altura, poderia gerar incertezas no processo.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, também é contra. Em audiência na Câmara em junho, o ministro disse que o modelo vai diminuir a segurança da votação, provocar "judicialização" do pleito e elevar custos. A estimativa é para a adaptação é de mais de R$ 2 bilhões.

Também aliado do governo, Paulo Eduardo Martins presidia a sessão virtualmente e encerrou a reunião antes de ouvir os demais integrantes.

(Das agências)


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