Política

Bolsonaro irá desbloquear mais recursos para os ministérios


Washington Costa
Secretaria da Fazenda estima que restam R$ 4,5 bilhões bloqueados
Crédito: Washington Costa

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira (21) que o governo vai desbloquear todos os recursos previstos no Orçamento para os ministérios. Bolsonaro deu uma entrevista para a rádio Jovem Pan de Itapetininga. Ele argumentou que o desbloqueio da verba será possível devido a um aumento da arrecadação.

"Temos que ter responsabilidade, trabalhamos, conseguimos no dia de ontem aqui com Paulo Guedes e vários outros ministros também, como a arrecadação tem aumentando assustadoramente, estou até preocupado positivamente, óbvio né, a arrecadação subiu assustadoramente, nós resolvemos descontingenciar todos os recursos previstos no orçamento dos ministérios, todos", afirmou o presidente.

Os recursos no Orçamento foram contingenciados no início do ano, diante de incertezas sobre as receitas do governo num cenário econômico ainda bastante impactado pela pandemia de covid-19. Nos últimos meses, porém, a economia deu sinais de melhora e alguns setores começaram a superar perdas do ano anterior.

Segundo a secretaria especial de Fazenda do Ministério da Economia, restam R$ 4,5 bilhões bloqueados do orçamento dos ministérios. Esse valor permaneceu bloqueado até o momento para cumprimento do teto de gastos, a regra que limita o crescimento das despesas do governo.

Esse valor só pode ser desbloqueado caso a previsão para as despesas sujeitas ao teto tenham se reduzido. Na quinta-feira (22), o governo divulgará o novo relatório de avaliação de receitas e despesas.

Em abril, durante a sanção do Orçamento, após o Congresso ter subestimado as despesas obrigatórias para inflar as emendas parlamentares, o governo vetou, de forma definitiva, R$ 19,8 bilhões em dotações orçamentárias. Esse valor foi vetado para recompor os gastos com as despesas obrigatórias, que precisam ser pagas obrigatoriamente pelo governo. Entre elas, estão salário de servidores, aposentadorias e pensões. Portanto, os R$ 19,8 bilhões vetados não podem ser recompostos.


Notícias relevantes: