Política

Governo prepara reforma ministerial com Ciro Nogueira

CENTRÃO Bolsonaro afirmou que pretende fazer mudanças como a volta do Ministério do Trabalho e troca entre ministros


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Um dos principais líderes do Centrão, Ciro Nogueira (PP) deve assumir em breve o Ministério da Casa Civil
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O senador e presidente do PP, Ciro Nogueira (PI), procurou os presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), para comunicar o convite que recebeu para assumir a Casa Civil. O presidente Jair Bolsonaro ainda não anunciou oficialmente, mas disse nesta quarta-feira (21) que nos próximos dias fará uma "pequena mudança" nos ministéios.

O gesto de Nogueira e ligar para Lira e Pacheco foi visto como um sinal de como será o perfil do senador na pasta: um estilo conciliador, que terá como principal função tentar melhorar a relação do Planalto com o Congresso.

Em viagem ao exterior, Nogueira ligou ainda na terça (20) para Lira. Nesta quarta (21), para Pacheco. Nas conversas, os presidentes das duas Casas avaliaram que a mudança na Casa Civil é um movimento que pode ser importante para o governo na tentativa de distensionar a relação com o Congresso. O atual ministro da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos, deve ser deslocado para a Secretaria-Geral da Presidência.

"A se confirmar, desejo muita sorte ao dois nas novas funções. Tenho apreço pelo ministro Ramos e enorme consideração pelos senador Ciro Nogueira. Extraordinário colega, muito capaz politicamente. Acredito que vai ajudar o governo na relação com o Congresso", afirma o presidente do Senado.

Depois das ligações, Ciro Nogueira conversou também com parlamentares e integrantes do seu partido e confirmou que aceitou o convite do presidente.

Centrão

Com essas mudanças, o Centrão, grupo de partidos que hoje apoiam o governo Bolsonaro no Congresso, vai estar no comando dos dois principais ministérios no Palácio do Planalto. Casa Civil e Secretaria de Governo. A interlocutores, o presidente Jair Bolsonaro avisou que vai indicar o senador Ciro Nogueira (PP-PI) para a Casa Civil. Já a Secretaria de Governo tem à frente a ministra Flávia Arruda (PL-DF).

A mexida dentro do Planalto pode ser classificada, segundo aliados, como a chegada definitiva do Centrão ao comando da administração do governo Bolsonaro. A partir de agora, caberá a Ciro Nogueira, em sendo confirmada sua nomeação nos próximos dias, comandar a articulação com todos os ministérios, posto-chave para o atendimento de pedidos da base aliada de Bolsonaro no Congresso.

Líderes do Centrão no Congresso vinham reclamando que a ministra Flávia Arruda, responsável pela articulação política, não estava conseguindo que os ministérios cumprissem os acordos feitos com a base aliada. "A Flávia acertava, mas os ministérios não cumpriam no tempo acertado, faltava uma ordem direta da Casa Civil, agora esse problema será resolvido", disse ao blog um líder aliado.

Por enquanto, Bolsonaro confirmou oficialmente que haverá uma "pequena mudança ministerial", que deve ocorrer, segundo ele, até segunda-feira (26). O presidente, porém, já está avisando interlocutores sobre as mudanças que serão feitas. Dois deles lembraram, no entanto, que é sempre bom aguardar o anúncio oficial antes de garantirem as trocas.


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