Política

Como tem gente de má fé defendendo voto impresso, os de boa fé veem que urna é confiável, diz Kassab


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Gilberto Kassab
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Para Gilberto Kassab, presidente do PSD, a suposta pressão que o ministro Walter Braga Netto (Defesa) teria exercido sobre o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), pela aprovação da PEC do voto impresso prejudica a articulação dos próprios defensores da mudança do sistema de votação.

Reportagem do jornal O Estado de S. Paulo afirmou nesta quinta (22) que Braga Netto enviou a Lira um recado, por meio de um interlocutor, condicionando a eleição no ano que vem à aprovação da PEC que trata do tema.

"Essa manifestação do general, se é que ela aconteceu, já que ele desmentiu, mas se ela aconteceu serviu para mostrar que o país está cerrando fileiras, defendendo principalmente as eleições. Essas manifestações, se verdadeiras, são um tiro no pé de quem quer implementar o voto impresso, que nada mais é que a duplicidade de apuração. Se é confiável, não precisa de duplicidade", afirma Kassab.

Ex-ministro de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, ele diz que a urna é confiável e inviolável.

"Existem dois tipos de pessoas defendem a mudança de sistema: os de boa fé, que é natural e temos que explicar que é confiável, e os que querem tumultuar o processo, questionando já com antecedência o resultado. Como está ficando muito claro que tem gente de má fé defendendo essa mudança, cada vez mais os de boa fé se convencem que o sistema é confiável", acrescenta.

Kassab é um dos líderes de bloco de partidos que pretende enterrar a PEC em votação da comissão especial na volta do recesso parlamentar. De 18 votos necessários, eles calculam ter 22 no momento.

"Nada é imutável enquanto não se conclui, mas posso dizer que estou muito confiante. Minha impressão é de que existe uma sinergia muito grande entre os partidos que entendem ser um sistema confiável e querem mantê-lo. Vejo a situação com bastante otimismo", afirma o presidente do PSD.


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