Política

CPI tenta manter comando


Edilson Rodrigues
CPI tenta manter comando
Crédito: Edilson Rodrigues

Inicialmente apelidado de G7, o grupo que comanda a CPI da Covid ganhou visibilidade nos primeiros 90 dias de atuação, quase teve defecções e precisou manobrar para superar adversidades.

Após alguns atritos na primeira etapa, essa ala tem entre seus desafios a busca de articulação para evitar a perda de comando com a retomada dos depoimentos na comissão a partir da semana que vem.

Majoritário no colegiado, o grupo de seis a sete senadores, já que um é considerado volátil, ditou o ritmo dos trabalhos de investigação. São eles que definem quem será convocado, aprovam requerimentos de quebras de sigilos e impedem que governistas mudem o foco das apurações, tirando-o da gestão do presidente Jair Bolsonaro para os governadores estaduais.

Foi em um cochilo dos governistas que se formou a coalizão majoritária e, sob certo aspecto, improvável. Estão no mesmo lado petista e tucano, lava-jatistas e críticos da operação. Essas diferenças parecem ter ficado para trás, analisando especificamente a unidade e desempenho do bloco.

Mas a maioria tênue, de 11 titulares da CPI, tem exigido uma ginástica para que desentendimentos e adversidades não provoquem fissuras. A primeira ameaça veio com o pedido de prisão de Fabio Wajngarten, que colocou o presidente Omar Aziz (PSD-AM) em atrito com os demais.

(FP)

 


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