Política

Região Metropolitana irá focar em desenvolvimento e infraestrutura

JUNDIAÍ Prefeitos esperam melhorias nos atendimentos da saúde, em infraestrutura e mais empregos para a população das sete cidades que hoje são o AUJ


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A Secretaria de Logística está apresentando a ideia a entidades de classe
Crédito: DIVULGAÇÃO

A transformação do Aglomerado Urbano de Jundiaí (AUJ) em Região Metropolitana de Jundiaí (RMJ) está prestes a sair do papel. Com isso, as cidades da Região poderão pleitear diferentes benefícios e planejar de políticas públicas para o desenvolvimento do conjunto dos municípios, ampliando a autonomia em relação a outras regiões do estado e, principalmente, "se livrando" da obrigação de seguir a Região de Campinas no Plano São Paulo.

Com investimento inicial de R$ 15 milhões para obras de infraestrutura, os municípios também passam a ter mais possibilidades de financiamento de programas públicos e inclusive de investimentos internacionais, além de dar à RMJ a autonomia no combate à pandemia, coisa que os prefeitos do AUJ têm solicitado desde o ano passado junto ao governo do estado.

Ainda em relação à Saúde, como Jundiaí já é referência para os casos de média e alta complexidades, por exemplo, e o governo municipal destaca que agora já se pode pensar na estruturação de um novo sistema hospitalar integrado por todos os equipamentos existentes nas seis cidades, por exemplo.

"Assim como podemos obter benefícios do programa Farmácia de Alto Custo, que hoje dependemos de Campinas para abastecer as nossas redes. Outro exemplo importante é reorganizar as estruturas da segurança pública, para que possamos dotar a nova região com mais efetivo nas polícias Militar e Civil, no Corpo de Bombeiros, assim como maior aparato de segurança como viaturas, aeronaves e outros equipamentos de combate ao crime", afirma o prefeito Luiz Fernando Machado (PSDB).

Como polo da futura Região Metropolitana, de forma prática, Jundiaí terá condições para melhor gestão do financiamento da saúde, da educação, de infraestrutura, do saneamento, dos programas de estímulo ao emprego, à cultura, ao turismo, entre outras áreas. Sobre o convênio assinado pelo governador, com o repasse de R$ 15 milhões, será utilizado para executar obras de recapeamento de 27 ruas e avenidas de Jundiaí.

"A criação da Região Metropolitana de Jundiaí vem destacar a importância da nossa região no cenário estadual, o que permitirá uma melhor articulação de investimentos nos seis municípios, especialmente aqueles que melhoram os serviços públicos e a qualidade de vida das pessoas. Esse novo formato permite, ainda, que o governo do estado descentralize políticas públicas importantes como saúde, educação, saneamento, segurança, transporte e inclusão produtiva, por exemplo. Entendo que é um avanço significativo para nossa população e que agora abre campo para planejarmos o futuro da região de forma integrada", conclui Luiz Fernando.

Demais municípios

Em Itupeva, a prefeitura acredita que a criação da Região Metropolitana de Jundiaí trará mais independência nas decisões e melhorias nas áreas de transporte, saúde, educação, segurança, entre outras.

"Essa mudança representa o processo de modernização do estado, que trará benefícios para a população, visando planejamentos para o futuro, bem como a criação de um conselho que definirá rumos para a região, além do fundo de desenvolvimento para receber investimentos, inclusive do exterior. Essa iniciativa mudará a vida da população, trazendo melhorias em todas as áreas, com ações mais integradas, fortalecendo a captação de investimentos internacionais", afirma o prefeito Marcão Marchi (PSD).

Já o prefeito de Várzea Paulista, professor Rodolfo Braga (PSDB), afirma que os novos investimentos devem ser transformados em empregos.

"Não é à toa que a institucionalização da Região Metropolitana de Jundiaí é uma luta antiga e importante. Além dos benefícios globais de relação com as demais instâncias governamentais na busca de programas e recursos, quando existe união de várias cidades, tende-se a ampliação de mercado de trabalho, disponibilidade de serviços públicos e particulares em quantidades ampliadas e sinergia nas melhorias de infraestrutura para toda a região", lembra.

Segundo ele, as áreas mais beneficiadas serão a saúde, segurança pública, infraestrutura, empregabilidade e mobilidade urbana, "além de potencialização das empresas, por ter mão de obra mais qualificada e mercado mais amplo".


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