Política

TSE lança pacote para ampliar transparência das urnas

Medidas anunciadas buscam ampliar a transparência da urna eletrônica


Marcello Casal JrAgência Brasil
Barroso decidiu por criar uma comissão de transparência para as urnas
Crédito: Marcello Casal JrAgência Brasil

Um dia após a Câmara dos Deputados reprovar a proposta do voto impresso, o presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Luís Roberto Barroso, anunciou uma série de medidas para ampliar a transparência da urna eletrônica.

Em reação aos ataques do presidente Jair Bolsonaro ao sistema de votação, o tribunal decidiu criar uma comissão externa de transparência composta por universidades, entidades da sociedade civil e diversos órgãos públicos, entre eles as Forças Armadas e a Polícia Federal.

Barroso afirmou que, embora o tema tenha ficado "para trás", é importante esclarecer as pessoas de "boa-fé" que consideram que o modelo brasileiro poderia ser mais seguro. "Nós estamos tomando novas providências para ampliar a transparência e publicizar ainda mais os mecanismos de auditoria", disse Barroso.

A afirmação do magistrado foi uma indireta a Bolsonaro, que costuma afirmar que as urnas eletrônicas não são auditáveis.

Além da criação da comissão, o presidente da corte eleitoral também anunciou a ampliação do prazo de seis meses para um ano da abertura do código-fonte, programa que é inserido na urna para permitir a votação e a totalização dos votos. Assim, os partidos terão mais tempo para verificar como funciona a tecnologia.

Barroso disse que essa etapa é a única em que há manipulação humana nos sistemas eleitorais e convidou as legendas a participarem do processo desde o inicio.

"A realidade é que os partidos não compareciam nem indicavam seus técnicos. Assim foi nas eleições de 2016, nas eleições de 2018, nas eleições de 2020: nenhum partido compareceu para fiscalizar. Alguém poderia imaginar que é desídia dos partidos, mas não. Era a confiança que tinham no sistema e, por isso, nem se sentiam obrigados a vir aqui ver como estava sendo feito", afirmou.

O magistrado também anunciou que o TSE está estudando formas de ampliar as urnas que são submetidas ao teste de integridade. (FP)

 


Notícias relevantes: