Política

Roberto Jefferson é preso por ordem de Alexandre de Moraes


Valter Campanato/Agência Brasil
PF prende ex-deputado Roberto Jefferson após determinação de Moraes
Crédito: Valter Campanato/Agência Brasil

O ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) foi preso preventivamente pela Polícia Federal (PF) na manhã desta sexta-feira (13) após determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Ao determinar a prisão do ex-deputado, Moraes detalhou as razões que o levaram atender ao pedido da PF.

De acordo com a decisão, Jefferson integra o "núcleo político" uma suposta milícia digital que profere ataques às instituições democráticas.

Para Moraes, os elementos apresentados pela PF "demonstram uma possível organização criminosa, da qual, em tese, o representado [Roberto Jefferson] faz parte do núcleo político, que tem por um de seus fins desestabilizar as instituições republicanas, principalmente aquelas que possam contrapor-se de forma constitucionalmente prevista a atos ilegais ou inconstitucionais, como o Supremo Tribunal Federal e o próprio Congresso Nacional".

Ainda de acordo com a decisão, o grupo integrado por Jefferson utiliza-se "de uma rede virtual de apoiadores que atuam, de forma sistemática, para criar ou compartilhar mensagens que tenham por mote final a derrubada da estrutura democrática e o Estado de Direito no Brasil."

Ainda de acordo com as investigações da PF, Jefferson faria parte da milícia digital ao demonstrar, nas redes sociais e em entrevistas, consenso com os temas defendidos pelo grupo e focado nos mesmos objetivos: "atacar integrantes de instituições públicas, desacreditar o processo eleitoral brasileiro, reforçar o discurso de polarização e de ódio; e gerar animosidade dentro da própria sociedade brasileira, promovendo o descrédito dos poderes da república."

No despacho de 38 páginas, Moraes relembra episódios em que Jefferson pediu o fechamento do Supremo e a cassação imediata de todos os ministros da Corte "para acabar com a independência do Poder Judiciário, incitando a violência física contra os Ministros, porque não concorda com os seus posicionamentos."


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