Política

Ministros apostam numa pacificação no Senado


Marcello Casal JrAgência Brasil
Fachada do Supremo Tribunal Federal (STF) com estátua A Justiça, de Alfredo Ceschiatti, em primeiro plano.
Crédito: Marcello Casal JrAgência Brasil

O Supremo Tribunal Federal (STF) não pretende se manifestar sobre a ameaça feita nas redes sociais pelo presidente Jair Bolsonaro de pedir o impeachment dos ministros Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes ao Senado. O Estadão/Broadcast apurou que ministros da Corte acreditam que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), não dará andamento a eventual processo e apostam numa pacificação liderada pela Casa.

Sob anonimato, ministros definiram o anúncio do presidente como "mais uma aventura golpista" e consideram que o melhor, neste momento, é deixar o presidente sem resposta, falando apenas para seus apoiadores. Procurado, o STF não se manifestou.

No Twitter, políticos desqualificaram a ameaça. A senadora Simone Tebet (MDB-MS), líder da Bancada Feminina, lembrou que Bolsonaro pode ser alvo do mesmo artigo que citou na ameaça aos ministros do STF. "Quem pede pra bater no ‘Chico’, que mora no inciso II, artigo 52, da CF, se esquece de que o ‘Francisco’ habita o inciso I, do mesmo endereço", escreveu, referindo-se aos trechos da Constituição que mencionam a possibilidade de impeachment dos ministros do STF e do presidente da República.

"Ministros do STF podem e devem ser investigados por fatos concretos, mas o tal pedido de impeachment que Bolsonaro pretende apresentar contra Barroso e Moraes é só + uma cortina de fumaça para tentar esconder o mar de crimes comuns e de responsabilidade que o próprio PR cometeu", afirmou o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE).

Ex-presidente da Câmara, Rodrigo Maia (sem partido-RJ) comparou com as ações do ex-presidente da Venezuela, Hugo Chávez. "Assim atuam os populistas. Depois de eleitos, atacam as instituições democráticas e tentam destruir a democracia representativa e o Estado democrático. É, na verdade, um ditador igual a Chávez", escreveu.

 


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