Política

Bolsonaro convoca manifestações


O presidente Jair Bolsonaro voltou a insistir nesta segunda-feira (23) na defesa do voto impresso, mesmo depois de a Câmara dos Deputados ter derrotado a proposta.

"O que que é a alma da democracia? É o voto. O povo quer que você, ao votar, você tenha a certeza que o teu voto vai para o João ou para a Maria. Não quer que, num quartinho secreto, meia dúzia de pessoas conte os seus votos", disse o presidente nesta manhã, em entrevista à Rádio Regional, de Eldorado (SP).

O presidente da República insistiu ainda em falar de um suposto ataque de hackers ao sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2018, motivo pelo qual já é investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por vazamento de informações sigilosas.

"A gente espera que tenhamos eleições limpas, democráticas e com contagem pública de votos no ano que vem. Não podemos conviver com essa suspeição", continuou. O presidente disse de novo que participará das manifestações de 7 de setembro em São Paulo e em Brasília.

Bolsonaro chegou a prometer reduzir a pressão pela mudança no sistema eleitoral, segundo o presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), o que não ocorreu. Lira, por sua vez, foi cobrado por aliados por ter confiado na promessa do presidente.

Mesmo depois de a PEC (proposta de emenda à Constituição) ter sido reprovada na comissão especial, o presidente da Câmara levou-a para o plenário.

Lá também foi derrotada, mas trouxe grande desgaste a deputados. Para ser aprovada, a PEC precisava do apoio de 308 parlamentares. Teve 229 favoráveis e 218 contrários.

A investigação de Bolsonaro pelo suposto vazamento do caso de hackers foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, que acolheu a notícia-crime do TSE. (FP)


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