Política

Diretor da Belcher Farmacêutica nega papel de 'facilitador político'


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Emanuel Catori explicou detalhes da compra da vacina Convidecia
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A CPI da Pandemia ouviu nesta terça-feira (24) empresário Emanuel Catori, sócio da Belcher Farmacêutica, na condição de convocado para explicar mais detalhes sobre intenções de compra envolvendo o imunizante Convidecia, do laboratório chinês CanSino.

Durante depoimento, Catori afirmou que se encontrou com o líder do governo na Câmara Ricardo Barros (PP-PR), no entanto, alegou que o papel de "facilitador político" nas tratativas com o Ministério da Saúde nunca existiu. A Belcher era a representante da empresa chinesa CanSino Biologicals, responsável pelo desenvolvimento da vacina Convidecia contra a covid-19.

Catori negou por diversas vezes que tratou de vacinas nessa reunião. O assunto seria um medicamento antiviral. Isso porque ele ainda não tinha autorização formal, já que a carta de autorização da CanSino foi feita em 19 de abril, quatro dias depois do encontro.

O relator da CPI da Covid, Renan Calheiros (MDB-AL), avaliou que havia contradições no depoimento, tendo em vista que no dia 6 de abril Catori já tinha um termo de confidencialidade do laboratório chinês.

"Não tem nenhuma contradição. Quando a gente assina uma carta, estabelecemos um termo de confidencialidade, em nenhum momento a gente pode falar em nome da vacina, enquanto nós não recebemos a autorização. E nesta reunião sequer a gente falou uma palavra sobre a vacina. Foi uma reunião coletiva, onde tinha diversas outras empresas, não somente eu", rebateu Catori.

A senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) voltou a questionar o depoente sobre a relação dele com Barros, dizendo que os membros da CPI teriam uma chance de descobrir contato entre os dois nas quebras de sigilo telefone e telemático.

Nesse momento, ele afirmou que tinha conversas periódicas com o deputado. "Conversas eu converso com ele normalmente, mas nada sobre negócio. Ele é de Maringá. Nós somos de Maringá".


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