Política

Bolsonaro muda o tom em carta


O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) publicou nesta quinta-feira (9) uma manifestação pública a respeito da crise institucional entre os Poderes da República. Em dez pontos elencados, Bolsonaro afirma que não teve "nenhuma intenção de agredir quaisquer dos Poderes" e justifica que suas palavras "por vezes contundentes, decorreram do calor do momento".

No entanto, reiterou críticas ao ministro Alexandre de Moraes, a quem responsabilizou pelas divergências entre os Poderes. "Boa parte dessas divergências decorrem de conflitos de entendimento acerca das decisões adotadas pelo ministro Alexandre de Moraes no âmbito do inquérito das fake news", escreve o presidente.

Na sequência, o presidente Jair Bolsonaro cita "as qualidades como jurista e professor", de Moraes, mas diz que "medidas judiciais serão tomadas de forma a assegurar a observância dos direitos e garantias fundamentais".

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), comentou a carta à nação, divulgada por Jair Bolsonaro (sem partido) na tarde de ontem. Para o senador, "é disso que o Brasil precisa". "A declaração à nação do presidente Jair Bolsonaro, afirmando inclusive que a 'harmonia entre os Poderes é uma determinação constitucional que todos, sem exceção, devem respeitar', vai ao encontro do que a maioria dos brasileiros espera", escreveu Pacheco no Twitter.

Respeito entre os Poderes, obediência à Constituição e compromisso de trabalho árduo em favor do desenvolvimento do país. É disso que o Brasil precisa e que vamos continuar defendendo", completou. O posicionamento de Bolsonaro foi construído com a ajuda do ex-presidente Michel.

(Das agências)


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