Política

Câmara discute educação financeira e centros esportivos

JUNDIAÍ Projeto visa parceria com o setor privado para a administração de complexos esportivos, quadras e campos de futebol


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A Câmara de Jundiaí continua realizando sessões ordinárias no período da manhã, sem a presença do público
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A Câmara de Jundiaí realizou ontem (14) mais uma sessão ordinária e duas propostas chamaram a atenção dos vereadores, que promoveram longas discussões sobre dois assuntos. O primeiro deles foi levantado pela moção do vereador Adílson Júnior (PP), de apoio ao programa Aprender Valor, do Banco Central do Brasil, para a promoção da educação financeira nas escolas públicas brasileiras.

O Programa vem sendo implantado desde 2020, de maneira experimental, em cinco estados brasileiros e foi expandido no final do ano passado, para que qualquer instituição da rede público do Ensino Fundamental do país possa aderir ao projeto. O objetivo do Aprender Valor é atingir um total de 22 milhões de estudantes em todo Brasil.

"Essa proposta do Banco Central é de grande importância, principalmente para o auxílio na oganização financeira das famílias, principalmente nos jovens, que geralmente não têm esse tipo de suporte. Os jovens muitas vezes reclamam por não terem dinheiro, mas isso acontece por conta de gastos superficiais", defendeu o vereador.

Vários outros parlamentares se pronunciaram a favor do projeto, como Val Freitas (PSC) e Edicarlos Vieira (PP), que alertaram para o crescimento do consumo por crianças. A moção foi aprovada por unanimidade após votação em regime de preferência, colocada em primeiro na ordem do dia.

Centros Esportivos

Outro assunto bastante tratado pelos vereadores na manhã de ontem (14) foram os centros esportivos de Jundiaí. Foi aprovado o projeto de lei do vereador Daniel Lemos (DEM) que institui o Programa "Adote um centro esportivo, quadra ou campo de futebol". De acordo com o texto, o programa poderá contemplar a doação de bens e de serviços, que serão incorporados ao patrimônio público sem direito de indenização ou restituição ao doador.

A doação não implicará ao doador direito ou prerrogativa sobre o equipamento beneficiado. Os doadores poderão divulgar em seus endereços e materiais institucionais e publicitários a participação no programa. E cada equipamento público poderá ser adotado por mais de uma pessoa, instituição ou empresa.

O projeto lembra o programa "Adote um Quarto", adotado no Hospital São Vicente. "O projeto tem por objetivo traçar parcerias entre os setores públicos e privados para melhorias nos nossos espaços públicos, que é uma das coisas mais pedidas pela população nos últimos meses. As empresas privadas possuem responsabilidade social e podem contribuir com o poder público na prática de atividades esportivas na cidade", comentou o autor do projeto.

"Muitos complexos esportivos em Jundiaí estão sucateados, não por falta de trabalho e vontade da prefeitura, mas por falta de recursos mesmo. O custo de manutenção desses centros, com campos de futebol e outros aparelhos, é bem alto. Talvez fosse melhor um número menor de centros, mas que estivessem ativos e com a manutenção em dia", comentou o presidente da Casa, Faouaz Taha (PSDB).


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