Política

Doria aposta em antipetismo nas prévias do PSDB à presidência


Valter Campanato/Agência Brasil
João Doria trava batalha interna para ser o candidato do PSDB em 2022
Crédito: Valter Campanato/Agência Brasil

O governador de São Paulo, João Doria, se inscreveu, nesta segunda-feira (20), nas prévias presidenciais do PSDB fazendo críticas aos governos do PT e afirmando que o antipetismo será predominante em sua eventual campanha à Presidência da República.

Doria também alfinetou o governo do presidente Jair Bolsonaro, mas de forma menos incisiva.

As prévias tucanas estão acirradas entre Doria e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite. Ambos são defensores do impeachment de Bolsonaro -posição rechaçada por boa parte da bancada de deputados do PSDB, que hesita em fazer parte da oposição por depender de votos de bolsonaristas e verbas do governo federal.

Apesar de o presidente do partido, Bruno Araújo, ter convocado uma reunião de dirigentes que definiu que o PSDB é oposição a Bolsonaro, os deputados não levaram adiante discussões sobre crimes de responsabilidade do presidente. A resolução de que a sigla faz oposição veio após os discursos golpistas de Bolsonaro no 7 de Setembro.

Durante a manhã, Doria foi o primeiro tucano a se inscrever nas prévias, na sede do PSDB em Brasília. Também devem concorrer o senador Tasso Jereissati (CE) e o ex-prefeito de Manaus Arthur Virgílio.

Ao fazer sua inscrição, Doria leu uma carta à nação em que faz críticas diretas aos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Dilma Rousseff (PT) e indiretas a Bolsonaro.

"Os governos de Lula e Dilma representaram a captura do Estado pelo maior esquema de corrupção do qual se tem notícia na história do país. Fazer políticas públicas para os mais pobres não dá direito, a quem quer que seja, de roubar o dinheiro público. Os fins não justificam os meios", disse Doria.

Questionado se o antipetismo fará parte de sua campanha, Doria afirmou que sim. "Esse antipetismo será predominante dentro da nossa campanha, com muita clareza", disse.

Em referência velada a Bolsonaro, o tucano afirmou que "os tempos são de retrocesso".

(FP)


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