Política

PGR não será um instrumento


O procurador-geral da República, Augusto Aras, afirmou ontem (23), durante cerimônia que marcou a recondução dele ao cargo, que a "caneta" da PGR não será "instrumento de peleja política, menos ainda de perseguição".

Aras recebe críticas de juristas e integrantes do próprio MPF por supostamente se omitir diante de condutas do presidente Jair Bolsonaro que deveriam ser investigadas, como a atuação dele na pandemia ou ameaças golpistas.

Durante a sabatina deste ano, Aras lembrou aos senadores que, em 2019, se comprometeu com os parlamentares a não fazer "escândalos" em operações e a não vazar dados de investigações. Segundo ele, a promessa foi cumprida.

O procurador-geral é um crítico da Operação Lava Jato, que não é bem vista entre os políticos, vários deles alvos das investigações de esquemas de desvio de recursos públicos em contratos como os fechados pela Petrobras.

"Na esfera criminal, oferecemos 46 novas denúncias. Senhor presidente e demais autoridades, foram duas grandes operações em todo o Brasil por mês durante dois anos sem estrépito, sem escândalo, com respeito aos direitos e garantias aos direitos fundamentais. Eu creio que isso tem um significado especial na nossa gestão. Porque nós compreendemos que todo o poder emana do povo e os eleitos são vossa excelência, senhor presidente, senhores parlamentares do Brasil e nós ocupamos esses cargos por delegação de vossas excelências", disse Aras. (Das agências)


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