Política

Reunião deve selar fusão


A executiva do PSL deu mais um passo na fusão com o DEM e aprovou por unanimidade nesta terça-feira (28) a convocação de uma convenção da sigla para bater o martelo sobre a união das legendas. Na semana passada, o DEM já havia se reunido e decidido dar continuidade ao processo.

Para ser formalizada, a fusão precisa ser aprovada por ambos os partidos em convenção. Em seguida, o processo é enviado ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para que seja oficializada a criação de uma nova legenda.

A executiva do PSL, formada por 15 membros, marcou para o dia 6 de outubro a convenção, que será conjunta com a do DEM. "Na ocasião serão aprovados os projetos comuns de estatuto e o programa do novo partido. Também será eleita a comissão executiva nacional instituidora, órgão nacional que promoverá o registro do novo partido", afirmou o presidente do PSL, Luciano Bivar, em nota.

Uma vez consolidada a fusão, a tendência é que o PSL, que tem 53 congressistas na Câmara, perca cerca de metade da bancada, formada por apoiadores de Jair Bolsonaro (sem partido).

O DEM também deverá perder apoiadores. A expectativa de ambas as siglas, porém, é que outros quadros migrem para a nova legenda.

A ideia dos dirigentes do provável novo partido é lançar candidato à Presidência ou apoiar formalmente um nome que não seja Bolsonaro.

Nesse movimento, o DEM trabalhará para manter na legenda o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), que tem sido assediado pelo PSD. E tentará trazer nomes relevantes, como Geraldo Alckmin (PSDB-SP), ex-governador de São Paulo, e Romeu Zema (Novo-MG), governador de Minas Gerais. (FP)


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