Política

Bolsonaro como 'não investigado'


O senador e relator da CPI da Covid, Renan Calheiros (MDB-AL), afirmou ontem (1) que o nome do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) estará no relatório final da comissão, mesmo sem o chefe do Executivo constar na lista de investigados.

"Tem muita gente investigada e tem muita gente também que constará no relatório sem que tenha sido elevada à condição de investigado. Caso típico para citar um exemplo é o do presidente da República, pelas digitais, participação, omissão, pela forma como deixou de comprar na hora certa as vacinas. Pelo crime que significou ele não responder às ofertas da Pfizer, do Butantan, da OMS, que dariam naquela oportunidade quase 170 milhões de doses de vacina", disse.

O relator explicou que, até o momento, a CPI já tem 34 pessoas investigadas diretamente e que outras não foram colocadas como investigadas porque a partir dessa classificação é possível que a pessoa solicite a concessão de Habeas Corpus junto ao STF (Supremo Tribunal Federal). Com isso, "a pessoa, se quiser, poderá ficar calada sobre qualquer coisa que o incrimine e isso dificulta a condução do interrogatório".

Calheiros destacou que as relações e compra de milhões de doses da vacina indiana Covaxin por parte do governo federal, mesmo sem a autorização da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), é um "escárnio", visto que o governo Bolsonaro ignorou as ofertas das vacinas de outros fabricantes que já estavam com os testes em humanos avançados.

O senador ainda explicou que o relatório da comissão, previsto para ser votado no próximo dia 20, trará o estabelecimento de diretos para que os familiares de vítimas da covid-19 sejam ressarcidos pelo Estado. (Das agências)


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