Política

PF defende uso da Abin nas urnas


A Polícia Federal defende que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) transfira à Abin (Agência Brasileira de Inteligência), um órgão do governo federal, a atribuição de segurança na transmissão dos resultados extraídos das urnas eletrônicas.

No último dia 22 de setembro, o atual diretor-geral da PF, Paulo Maiurino, enviou ao Senado um documento que detalha recomendações feitas ao TSE, entre elas a que cita a Abin.

O relatório revelado agora ao Congresso foi elaborado quase três anos antes, em 3 de outubro de 2018, a quatro dias do primeiro turno da eleição presidencial vencida por Jair Bolsonaro, um feroz crítico das urnas eletrônicas, o que inclui declarações mentirosas e golpistas.

Desde julho de 2019, o delegado da PF Alexandre Ramagem é diretor-geral da Abin. Ele é amigo da família Bolsonaro e chegou a ser escolhido pelo presidente, em abril de 2020, para ser diretor-geral da PF. A nomeação foi suspensa à época pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

Nas eleições em 2020, o material da PF sobre as urnas foi levado em consideração no tribunal para alterações na centralização de bancos de dados. A recomendação sobre a Abin foi alvo de questionamento ao representante da PF que participou de uma sessão temática no Senado sobre a apuração e totalização de votos nas eleições.

(Das agências)


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