Política

TSE realiza a abertura do código-fonte das urnas de 2022

ELEIÇÕES Presidente do Tribunal, Luís Roberto Barroso, discursou durante o evento e falou sobre a segurança do processo eleitoral


Fernando Frazão/Agência Brasil
Urnas eletrônicas ficam em contingência do TRE sendo preparadas para envio aos locais no dia das eleições
Crédito: Fernando Frazão/Agência Brasil

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realizou ontem (4) o evento público de abertura do código-fonte do sistema de votação das urnas eletrônicas que serão utilizadas nas eleições de 2022. Realizado periodicamente seis meses antes das eleições, a abertura foi antecipada para um ano antes do pleito para reafirmar a transparência da votação eletrônica. O primeiro turno será realizado em 2 de outubro do ano que vem.

No evento público, representantes dos partidos políticos, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), da Polícia Federal (PF), das Forças Armadas e acadêmicos podem enviar representantes para fiscalizar o código-fonte dos softwares, as linhas de programação que comandam o sistema de votação.

Durante a cerimônia, o presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso, disse que o tribunal está empenhado em oferecer eleições limpas para a população e reafirmou que o sistema de votação é seguro e elegeu todos os atuais parlamentares.

"Abrir o código-fonte significa colocá-lo à disposição de todos os partidos para examinarem, fiscalizarem e participarem de cada passo do desenvolvimento desse programa", afirmou.

A abertura do código-fonte é considerada a primeira etapa de auditoria da urna, que é realizada até o dia da eleição.

"Nós estamos muito empenhados em prover à sociedade brasileira, como temos feito ao longo dos anos, eleições limpas, seguras e auditáveis. Tenho certeza de que todas as pessoas aqui têm a democracia como sendo a causa da nossa geração. E nós nos dedicamos a conquistá-la e, agora, cuidamos bem de preservá-la", disse Barroso.

A cerimômia

Foram convidados para a cerimônia todos os presidentes de partidos com representação no Congresso Nacional e os 12 integrantes da Comissão de Transparência das Eleições - criada pelo TSE.

Também participam autoridades eleitorais de entidades como a Organização dos Estados Americanos (OEA), o Idea Internacional e a União Interamericana de Organismos Eleitorais (Uniore), que atuam como observadores em processos eleitorais na América.

As eleições devem ser conduzidas por mais de um ministro à frente do TSE. Isso porque, a partir de fevereiro de 2022, o ministro Edson Fachin assume a presidência do tribunal. Além disso, a partir de agosto, a Corte passa a ser comandada por Alexandre de Moraes.

Segurança

Conforme o secretário de Tecnologia da Informação do TSE, Julio Valente, "não existe a possibilidade de um sistema alienígena ser colocado no processo e ser executado pelas urnas".

"As urnas eletrônicas brasileiras possuem um mecanismo de segurança, um hardware, que verifica os sistemas que estão instalados. Se não forem os sistemas lacrados, a urna imediatamente se autodesliga", afirmou.

"Ou seja, as urnas brasileiras possuem mecanismo que garante que somente os sistemas lacrados a partir do desenvolvimento, acompanhado e inspecionado, possam ser executados nelas", completou.

Valente explicou ainda que as urnas não têm "nenhuma forma" de conexão com internet Wi-fi ou rede bluetooth.


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