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Saúde diz ter 134 milhões de doses garantidas para o ano que vem


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Governo estuda calendário para dose de reforço contra a covid-19
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Questionado pela CPI da Covid, o Ministério da Saúde informou à comissão que já tem 134 milhões de doses de vacinas garantidas para o ano que vem. O número consta no posicionamento enviado pela equipe do ministro Marcelo Queiroga à CPI, em resposta a questionamentos feitos pelos senadores sobre o planejamento do combate à covid.

No mesmo documento, o governo federal também informou que não pretende comprar novos lotes da vacina Coronavac.

A princípio, o requerimento de informações era uma forma de substituir um terceiro depoimento de Marcelo Queiroga. Essa postura foi revertida, no entanto, com a informação de que o estudo sobre a eficácia da cloroquina havia sido retirado de pauta na Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), no início da semana.

De acordo com o documento do Ministério da Saúde à CPI, o governo ainda espera receber, em 2021, 207.870.340 doses de vacinas.

Desse total, 73,7 milhões devem ser aplicadas ainda neste ano como reforço da vacinação de idosos acima de 60 anos e trabalhadores de saúde, além da vacinação inicial de adolescentes. Se esses dois cronogramas forem cumpridos como previsto, havia um excedente de 134,1 milhões de doses recebidas neste ano para uso em 2022.

As opções são aplicar apenas uma dose de reforço para todos os brasileiros vacinados em 2021 (179 milhões de doses), repetir o modelo deste ano, vacinando toda a população elegível com doses de reforço (391 milhões), ou aplicar uma dose de reforço nos vacinados em 2021 e prever imunização semestral para pessoas acima de 60 anos (212 milhões de doses).

O Ministério da Saúde reconhece, no documento, que ainda não tem definição exata do plano de imunização para o próximo ano. A pasta pretende analisar o cenário e colher orientações de especialistas para se decidir entre um dos três seguintes cenários.

(Das agências)


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