Política

Rodrigo Pacheco se filia ao PSD


O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (MG), se filiou nesta quarta-feira (27) ao PSD e deu mais um passo rumo a uma possível candidatura à presidência em 2022. Embora não tenha se declarado como candidato, o senador fez um discurso com críticas à polarização política e à situação atual do país.

"Estamos cansados de viver em meio a tanta incerteza, a tanta incompreensão e intolerância. Uma sociedade dividida, em que cada um não admite o contrário e não aceita a existência do outro, nunca irá chegar a lugar algum", afirmou.

Dentro do PSD, Pacheco é visto como uma terceira via para romper a disputa entre Lula (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Sem citar o governo, ele disse que o país enfrenta "um dos momentos mais difíceis da história" e defendeu união para superá-lo.

"O cidadão sente no seu dia-a-dia os efeitos de uma economia que não deslancha, pena com o aumento dos preços dos alimentos, do combustível, do gás de cozinha. Sofre com a falta de emprego e oportunidades de trabalho, e por fim deixa de acreditar no seu próprio futuro. Este não é o Brasil que nós desejamos", defendeu.

Em uma clara tentativa de associá-lo ao ex-presidente Juscelino Kubitschek (1956-1961), a cerimônia ocorreu no Memorial JK, onde estão os restos mortais do político mineiro, que também foi filiado ao antigo PSD.

Pacheco fez o discurso para aproximadamente 300 pessoas em um auditório do local. Atrás dele, no palco, havia um painel com fotografias de JK. A neta do ex-presidente, Anna Christina Kubitschek, presenteou o senador com um broche do PSD. Anna Cristina é casada com Paulo Octávio, que preside o partido no DF. (FP)


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