Política

Após 18 anos, brasileiros recebem a última parcela do Bolsa Família


Divulgação
Governo faz último pagamento do Bolsa Família nesta sexta-feira (29)
Crédito: Divulgação

Após 18 anos, o Bolsa Família será encerrado a partir de novembro. O calendário da última parcela do programa termina nesta sexta-feira (29). Agora entra em cena o Auxílio Brasil, criado pelo presidente Jair Bolsonaro.

Bolsonaro tentou, desde o primeiro ano de mandato, lançar um substituto para o Bolsa Família. Na avaliação de assessores do presidente, o programa que acaba nesta sexta era relacionado aos governos petistas.

Por isso, o Palácio do Planalto se empenhou em tirar do papel mudanças no formato da transferência de renda para a população mais carente e, com isso, trocar o nome do principal programa social federal.

O Auxílio Brasil foi criado por MP (medida provisória) editada em 10 de agosto. O texto já previa que o programa entraria em vigor após 90 dias. Para não perder a validade, uma MP precisa do aval do Congresso em 120 dias, mas, durante esse período, já tem força de lei.

Mesmo sem a aprovação do Congresso, a MP, portanto, tem o poder de revogar o Bolsa Família e dar início ao novo programa social de Bolsonaro.

De acordo com o Ministério da Cidadania, o Auxílio Brasil começará a ser pago em 17 de novembro. O calendário seguirá as datas usuais do Bolsa Família, que divide os depósitos ao longo de 10 dias de acordo com o cadastro dos beneficiários.

Além do modelo de pagamento, o Auxílio Brasil também segue o mesmo padrão de inscrição que o Bolsa Família. A pessoa precisa fazer parte do Cadastro Único (que reúne os dados de beneficiários de programas sociais).

As bases do Auxílio Brasil seguem o formato do Bolsa Família. Quem já está no programa criado na gestão do PT será automaticamente transferido para a versão de Bolsonaro.

Famílias que já estavam na fila de espera do Bolsa Família devem ser incluídas no Auxílio Brasil. O novo programa mantém as premissas do antecessor ao atender famílias em situação de extrema pobreza. (FP)


Notícias relevantes: