Política

Bolsonaro diz que está 'tudo certo' para filiação ao PL

AGORA VAI Partido divulgou nota afirmando que há nova data para cerimônia de assinatura da ficha: 30 de novembro, próxima terça-feira


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Bolsonaro afirma que já acertou a agenda para estar em São Paulo, na terça, para a filiação ao PL
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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse nesta quarta-feira (24) que está "tudo certo" para sua filiação do PL de Valdemar Costa Neto. Esta é a primeira vez que o mandatário confirma sua ida para o partido, antes disso só havia dito que estava "99% fechado" .

Na terça-feira (23), o partido divulgou nota afirmando que a ida do mandatário estava acertada e marcou uma nova data para cerimônia de assinatura da ficha: 30 de novembro, próxima terça-feira.

"Deu certo, deu certo. Tá tudo certo", disse o presidente, questionado por jornalistas se teria dado certo a filiação do PL.

A declaração foi dada pelo chefe do Executivo ao deixar a pé o Palácio do Planalto em direção à Câmara dos Deputados, onde recebeu medalha do Mérito Legislativo, pela manhã.

Ao deixar o Congresso, depois, reafirmou, recorrendo à metáfora que mais usa a respeito de partidos: "Tudo certo para ser um casamento [com o PL] que seremos felizes para sempre".

Bolsonaro disse ainda não saber se o evento de filiação poderá ser às 10h30, na próxima terça-feira, conforme o PL divulgou, por causa do "expediente" dele. "Acertamos São Paulo, alguns estados do Nordeste. No macro, foi tudo conversado com Valdemar, sem problema", afirmou.

O presidente elogiou ainda o dirigente do centrão, que disse ser conhecido por "honrar a palavra". "E da minha parte também [honra a palavra]".

A nova data foi marcada após semanas de idas e vindas. Bolsonaro havia dito que estava "99% fechado" com o partido de Valdemar.

A primeira data do "casamento" havia sido marcada pelo PL para a última terça-feira, 22 de novembro, mas acabou sendo adiada. O cancelamento ocorreu devido a entraves em alianças regionais, em especial em São Paulo.

Nos últimos meses, Bolsonaro vinha sendo disputado pelo PL e pelo PP, os dois partidos que compõem sua base de apoio no Congresso e que ocupam cadeiras no Palácio do Planalto (na Secretaria de Governo e na Casa Civil).

Ele chegou a estar mais próximo do PP de Ciro Nogueira, partido ao qual já foi filiado, mas venceu a tese de aliados que acreditavam que o PL teria risco maior de debandada na eleição de 2022, caso não estivesse com o presidente filiado.

Valdemar, que já foi aliado do PT, condenado e preso no mensalão, adotou uma postura pragmática e fez de tudo pela filiação do presidente.

O cálculo visa aumentar a bancada de deputados e senadores no Congresso em 2023, independentemente de quem ganhe a eleição para o Planalto. A ideia é saltar dos atuais 43 deputados para pelo menos 65.


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