Política

Lira fixa base de Bolsonaro


Em seu primeiro ano à frente da Presidência da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), 52, destravou projetos importantes para o governo, usou a distribuição de emendas para consolidar a base de apoio de Jair Bolsonaro (PL) e recorreu a manobras para obter vitórias.

Lira, porém, viu barrada em parte sua ofensiva para aprovar reformas estruturantes e uma "pauta da vingança" contra a Operação Lava Jato.

Líder do centrão, o grupo de partidos que dá sustentação a Bolsonaro e que deve formar a sua chapa à reeleição, Lira é hoje o principal aliado de Bolsonaro no Congresso.

De estilo centralizador e muito mais afeito às negociações de bastidor do que aos holofotes, Lira já assumiu o posto tirando da gaveta temas de interesse do governo e do mercado, de quem procurou se aproximar.

Um deles foi a aprovação do projeto que deu autonomia ao Banco Central. A privatização da Eletrobras, que também estava paralisada, foi aprovada e passou a vigorar em julho.

Em agosto, os deputados deram aval para a quebra do monopólio dos Correios. No mês seguinte, aprovaram mudanças nas regras do Imposto de Renda, outra das bandeiras da equipe do ministro Paulo Guedes (Economia).

Esses dois pontos, porém, foram engavetados pelo Senado e compõem, ao lado das reformas tributária e administrativa, o conjunto de temas que Lira não conseguiu avançar, na parte econômica. Em uma tentativa de facilitar a aprovação da tributária, o deputado pressionou pelo fatiamento das mudanças em impostos, mas o projeto está parado assim como a reforma administrativa.

(FP)


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