Política

União, vacina e austeridade: os desejos regionais para 2022

EXPECTATIVAS Municípios confiam que RMJ trará investimentos à região, pedem sequência na vacinação contra a covid e não abrem mão da austeridade fiscal


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Atualmente, regulação da saúde da Região acontece por Campinas e isto pode ser mudado com a RMJ
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Diretoria Regional de Saúde própria ou uma Câmara Temática que reúna a Defesa Civil dos sete municípios. Estas são algumas das possibilidades que podem advir da formação da Região Metropolitana de Jundiaí (RMJ) - e que devem voltar à pauta das discussões dos municípios a partir de janeiro, quando representantes de Cabreúva, Campo Limpo Paulista, Itupeva, Jarinu, Jundiaí, Louveira e Várzea Paulista tornarão a se sentar à mesa. Ao lado de representantes da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Regional (SDR), os municípios da RMJ darão sequência às conversas para que, em conjunto, sejam definidas as prioridades da região.

A própria instituição da RMJ é uma das apostas dos municípios para 2022. A criação da região metropolitana deve impulsionar o desenvolvimento e trazer, em médio prazo, importantes mudanças estruturais. A expectativa é que, além dos R$ 5,028 bilhões do orçamento para 2022 (o valor se refere à soma das receitas estimadas pelos sete municípios), a força do novo grupo também possa aparecer pela tomada de decisões em conjunto - beneficiando os quase 800 mil habitantes das sete cidades.

É nesse contexto que a Prefeitura de Jundiaí, em nota, cita as possibilidades da Regional de Saúde ou do trabalho conjunto das Defesas Civis. "Sendo uma região metropolitana, é possível discutir a viabilização de uma Diretoria Regional de Saúde para atender essas sete cidades, não estando mais dependente da DRS de Campinas. Desse modo, os medicamentos vindos do Estado - incluindo vacinas - passariam a ser recebidos pela DRS local", sugere a Prefeitura jundiaiense. "Outro possível avanço é a formação de uma Câmara Temática da Defesa Civil da Região de Jundiaí, como já existe hoje na Região Metropolitana de Campinas. Isso permitiria a criação de planos regionais, com maior alinhamento dos municípios para o combate às catástrofes naturais e outras intempéries", prossegue a nota.

Certo é que, além das discussões no campo da RMJ, os prefeitos da região não descartam mais um ano difícil. Isso posto, os gestores dos municípios da região parecem ter discurso afinado sobre outra questão: "O controle das contas públicas segue fundamental, assim como a melhoria dos nossos indicadores, para que possamos recuperar cada vez nossa saúde financeira", expressa o prefeito de Campo Limpo Paulista, Luiz Antônio Braz (PSDB).

Luiz Fernando Machado (PSDB), prefeito de Jundiaí, vai na mesma linha: "Para 2022, os pilares de planejamento e responsabilidade fiscal continuam a orientar a nossa política de gastos e de investimentos, de forma a priorizar os setores essenciais à manutenção da qualidade de vida".

Rodolfo Wilson Rodrigues Braga, o Professor Rodolfo (PSDB), tem a mesma cartilha na condução da gestão de Várzea Paulista. "Esperamos poder avançar ainda mais nos projetos apresentados em nosso plano de governo e descritos como metas em nosso 'Programa Planeja Várzea Paulista,' isso cumprindo rigorosamente a legislação".

A prefeitura de Itupeva reitera os efeitos da pandemia para os investimentos. "Muitos dos investimentos inseridos no orçamento para 2022 estão atrelados a repasses de recursos federais e estaduais", informa a Prefeitura itupevense, em nota. O texto prossegue: "Mesmo com a pandemia sob controle, seus efeitos financeiros ainda vão repercutir, principalmente em 2022 e 2023."

Vem do prefeito de Várzea Paulista o sentimento que parece nortear o grupo dos municípios da RMJ. Segundo o Professor Rodolfo, "a palavra de ordem, para 2022, é 'esperança'. O Professor Rodolfo comenta que "2021 foi um ano atípico, especialmente para os municípios". Ele prossegue, destacando o que considera "rigor fiscal" que tem sido marca da administração pública varzina em anos anteriores. De acordo com o prefeito de Várzea Paulista, o 'uso racional dos recursos públicos e pagamento de dívidas é uma filosofia que continuará em 2022'. "Mas também temos que entregar de maneira eficiente os serviços que a população precisa e não vamos nos abster disso", garante.

Ano eleitoral

Sobre as eleições de 2022, Luiz Fernando Machado comenta o seguinte: "Acredito que neste momento a preocupação das pessoas não seja a eleição, mas sim a continuidade da campanha de vacinação contra a covid-19, a manutenção dos empregos, a garantia da comida na mesa. Certamente estes temas estarão no centro dos debates".

Já o prefeito campo-limpense, Dr. Luiz, declara apoios à pré-candidatura do governador João Doria para a Presidência, bem como a Rodrigo Garcia (atual vice-governador) na disputa ao Palácio dos Bandeirantes. Ele lembra, ainda, a importância de programas como o Desenvolve SP - "que tem destinado recursos para o município".

O vice-prefeito de Itupeva, Alexandre Mustafa (PSDB), diz que o pensamento é "apoiar aqueles que contribuem para o desenvolvimento do Brasil, de forma responsável e honesta, sem extremismo e sem corrupção". Mustafa descarta que a região veja uma nova onda bolsonarista, como ocorreu nas eleições em 2018.

"Aquele era um cenário diferente. Acredito que as pessoas devam optar por eleger candidatos mais próximos, que conheçam a nossa realidade, as demandas da população da Região Metropolitana de Jundiaí e que possam contribuir para o nosso desenvolvimento". Mustafa afirma que João Doria se apresenta como "fortíssimo candidato".

Os prefeitos de Cabreúva (Antônio Carlos Mangini, do PSDB), Louveira (Estanislau Steck, PSD) e Jarinu (Débora Prado, PSD) não responderam.


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