Política

Chapa formada por Ciro e Marina ganha redes sociais

FEDERAÇÃO PARTIDÁRIA Interlocutores dos dois ex-ministros apostam que união pode acontecer, apesar de algumas divergências


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Ciro Gomes e Marina Silva poderiam se unir na disputa presidencial: entrave é a federação entre os partidos
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Os ex-ministros Ciro Gomes (PDT) e Marina Silva (Rede) poderiam compor uma chapa para a disputa da Presidência da República. Ciro seria o cabeça da chapa, com Marina candidata a vice.

Essa possibilidade ganhou as redes sociais nos últimos dias, mas analistas dos dois partidos dizem que se trata de uma negociação que teria muitos entraves para serem resolvidos. Interlocutores de Marina afirmam que, pelo lado dela, nada seria "intransponível".

Embora os pedetistas façam elogios públicos à ex-ministra do Meio Ambiente (cargo que Marina ocupou na gestão de Lula entre 2003 e 2008), até hoje não foi feito nenhum convite formal para que ela possa avaliar a possibilidade de ser vice.

Outro ponto é que a Rede avalia a possibilidade de se unir ao PSOL numa federação, e o partido de Guilherme Boulos deve apoiar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A maior dificuldade, porém, é o fato de o marqueteiro João Santana integrar a equipe do pedestista.

MARQUETING DE SANTANA

Na eleição presidencial de 2014, Marina, que concorria pelo PSB e chegou a ter chances de ir para o segundo turno, foi alvo de propagandas produzidas por Santana, responsável pela comunicação da campanha à reeleição da então presidente Dilma Rousseff. Um dos vídeos do horário eleitoral petista falava sobre a proposta de Marina de promover a independência formal do Banco Central. No vídeo, a consequência era a retirada de comida da mesa de trabalhadores. No final, Marina acabou em terceiro lugar.

O presidente do PDT, Carlos Lupi, afaga Marina, minimiza o episódio com Santana e avalia que é possível "aparar as arestas". No entanto, sugere que Ciro não abriria mão do marqueteiro: "

Na eleição presidencial de 2014, Marina, que concorria pelo PSB e chegou a ter chances de ir para o segundo turno, foi alvo de propagandas produzidas por Santana, responsável pela comunicação da campanha à reeleição da então presidente Dilma Rousseff. Um dos vídeos do horário eleitoral petista falava sobre a proposta de Marina de promover a independência formal do Banco Central. No vídeo, a consequência era a retirada de comida da mesa de trabalhadores. No final, Marina acabou em terceiro lugar.

O presidente do PDT, Carlos Luppi, afaga Marina, minimiza o episódio com Santana e avalia que é possível "aparar as arestas". No entanto, sugere que Ciro não abriria mão do marqueteiro: "A Marina é uma mulher guerreira, que tem uma imagem muito positiva. Para o Ciro, é muito bom. Ele (Ciro) gosta dela, tem excelente relação. É um nome muito bem-vindo. Tem que ver se ela topa. É uma construção", deixa o futuro no ar.


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