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PSB pressiona PT para aliança Lula-Alckmin, mas tem impasse


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Márcio França enfrenta crise dentro do seu próprio partido, o PSB
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A cúpula do PSB deve intensificar a pressão sobre o PT na segunda quinzena de janeiro para que haja uma sinalização nítida sobre o cenário para as eleições de outubro.

Em dezembro, o PSB oficializou o convite ao ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin para que ele possa se filiar à legenda após a saída do PSDB. O convite a Alckmin ocorreu em um encontro reservado dele com três integrantes do PSB: o também ex-governador Márcio França, o presidente nacional da sigla, Carlos Siqueira, e o prefeito do Recife, João Campos.

O trio, além do governador de Pernambuco, Paulo Câmara, integra a linha de frente do PSB na pressão para o PT se definir sobre o posicionamento nos palanques dos governos dos estados para o pleito de outubro.

Isso porque, em troca do apoio a Lula e com a possibilidade de indicar Alckmin para a vice, o PSB quer que o PT apoie os seus candidatos em São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Acre e Pernambuco. Os dois partidos também cogitam a formação de uma federação partidária, que também esbarra nos impasses regionais.

Em São Paulo, o PSB tem Márcio França como pré-candidato ao Palácio dos Bandeirantes. Dirigentes do partido, sob reserva, afirmam que a intenção está mantida mesmo após a operação da Polícia Civil estadual que fez buscas e apreensões em endereços ligados ao ex-governador por supostos desvios de recursos na saúde. Ele nega irregularidades.

Em paralelo, o PSB enfrenta uma debandada na bancada de deputados na Assembleia Legislativa de São Paulo, como revelou o Painel. Dos 6 deputados estaduais do partido, apenas 2 devem permanecer na sigla para disputar as eleições de 2022.

A perspectiva de encolhimento do PSB em São Paulo contribui para que o PT defenda a manutenção de Fernando Haddad, ex-prefeito da capital paulista, como pré-candidato ao Palácio dos Bandeirantes.


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