Política

Márcio França deve concorrer ao Senado

ELEIÇÕES Nos bastidores, PSB estuda lançar ex-governador de São Paulo a uma vaga no Congresso


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França aparece em segundo lugar, com 15% das intenções, nas pesquisas eleitorais na corrida ao governo
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O ex-governador de São Paulo Márcio França (PSB) deve deixar a corrida pelo Palácio dos Bandeirantes e concorrer a uma vaga no Senado. Segundo uma liderança regional do partido, as conversas estão encaminhadas e o partido pode confirmar a candidatura na próxima semana. Neste sábado, França cumpre agenda em Campinas, em evento na Casa de Portugal.

Até então, o psebista aparece nas intenções de votos ao Governo de São Paulo. Pesquisa divulgada na última segunda-feira coloca França em segundo lugar, empatado com o ex-ministro Tarcísio de Freitas (Republicanos), com 15% cada um. Em primeiro aparece Fernando Haddad (PT), com 29% das intenções de voto.

No início deste mês, França afirmou que manteria sua pré-candidatura ao Governo paulista caso não houvesse acordo com o PT para retirar Haddad da disputa. Ele defende que o nome escolhido pelas duas legendas seja definido com base não só nas intenções de voto das pesquisas, mas também na possibilidade de votos.

De acordo com as pesquisas, sem o petista, França venceria as eleições em São Paulo. Os votos de Haddad migrariam para o psebista. Neste cenário, Freitas continua com os mesmos 15%.

"Se não houver acordo, vamos com a candidatura até o fim. Se eles não toparem a [definição por] pesquisa, nós teremos duas candidaturas", declarou França, durante sabatina de ontem pelo jornal Folha de S.Paulo e pelo portal UOL.

SENADO

A corrida ao Senado em São Paulo segue indefinida. Pela direita, o apresentador Luiz Datena se filiou ao PSC e pode entrar na disputa, na chapa com Tarcísio de Freitas. Há espaço ainda para a deputada federal Carla Zambelli (PL) e da deputada estadual Janaina Paschoal (PRTB).

Pela esquerda, a tendência do PT é não indicar nome ao Senado e, assim, abrir a oportunidade para outras siglas na formação da chapa com Haddad. E aposta no nome de França. Roberto Trípoli (PV) e Aldo Rabelo (PDT) também devem aparecer na disputa.


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