Política

Combustível não vai me derrubar, diz Bolsonaro

TROCA NA PETROBRAS Presidente está disposto a "trocar de novo" se preço dos combustíveis não baixar


MARCELLO CASAL JR./AGÊNCIA BRASIL
Em encontro com governistas, presidente confirmou que demissão foi por causa de 'descontrole' na estatal
Crédito: MARCELLO CASAL JR./AGÊNCIA BRASIL

O presidente Jair Bolsonaro disse ao novo ministro das Minas e Energia, Adolfo Sachsida, que está disposto a "trocar de novo" tanto o presidente da Petrobras, Caio Paes de Andrade, quanto o próprio ministro, se os preços dos combustíveis não baixarem. A ameaça foi feita durante encontro na terça-feira (24), no Palácio do Planalto, segundo relato do presidente a líderes governistas.

Bolsonaro confirmou a aliados que foi por causa do "descontrole da Petrobras" sobre os preços do diesel e da gasolina que o almirante Bento Albuquerque acabou substituído por Sachsida. "Ele admitiu que não tinha controle sobre a Petrobras e eu não posso deixar a minha reeleição nas mãos de burocratas da empresa", argumentou.

O presidente disse que a reeleição é sua "prioridade absoluta" e que o mesmo raciocínio sobre o preço dos combustíveis vale para a questão da energia elétrica. "Não podemos deixar os preços dispararem neste momento, depois a gente vê como faz."

Os comentários foram feitos ao tratar da votação no Congresso do projeto que estabelece teto para cobrança do ICMS sobre energia e combustível. A expectativa do governo é que o texto seja aprovado nesta quarta-feira, 25, na Câmara e, depois, também no Senado.

Em conversa com líderes governistas, Sachsida admitiu que o governo pode apoiar um teto de 17%. A aprovação definitiva, no entanto, depende de uma negociação entre o Congresso e os governadores capaz de estabelecer compensação aos estados pela perda de arrecadação de ICMS.


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