Política

Rodrigo Garcia: investimentos de R$ 50 bilhões e polícia na rua

OPERAÇÃO SUFOCO Governador garante que vai manter ação até prender todos os bandidos disfarçados de trabalhador, garantindo sensação de segurança


PABLO JACOB
O momento é de trabalhar para que minhas ações criem oportunidades
Crédito: PABLO JACOB

Na semana que esteve na cidade para anunciar investimos aos municípios da Região Metropolitana de Jundiaí, o governador Rodrigo Garcia deu entrevista exclusiva ao Jornal de Jundiaí Regional para falar de seus planos como governador e a estratégia de sua pré-candidatura ao cargo. Repetiu que seu governo não é de direita ou esquerda e que vai manter a Operação Sufoco, que dobra o patrulhamento policial nas ruas e amplia a sensação de segurança da população. O principal alvo da operação é reprimir ações de criminosas disfarçados de entregadores.

JJ - O senhor tem uma trajetória longa na política, mas é comum ouvir que muitas pessoas ainda não conhecem o Rodrigo Garcia. Isso o preocupa de alguma forma?

Rodrigo - Minha prioridade é governar São Paulo para todos, eu não governo para a direita ou para a esquerda. São Paulo precisa ir para a frente. Completei 48 anos neste mês, sou o novo governador há menos de dois meses, é até natural que muita gente ainda não tenha tido tempo para me conhecer. Apesar disso, trabalho há mais de 27 anos na administração pública, sempre representando a população paulista e atuando pelo progresso do nosso estado. Costumo dizer que ainda sou novo, mas não sou um novato, tenho muita experiência como deputado estadual e federal, secretário de Estado em diversas pastas em cinco governos diferentes, vice-governador e, agora, governador. Tenho vivência para saber que quem aparece na gestão pública é a obra que resolve problemas, o serviço bem feito, a sociedade em harmonia. O reconhecimento das pessoas é natural a partir de muito diálogo e da disposição do governante para saber ouvir.

JJ - E em relação à proximidade das eleições? Como se preparar para tentar um novo mandato como governador?

Rodrigo - No momento certo, nós vamos discutir a campanha. Eu sou, sim, pré-candidato do PSDB à reeleição, mas minha prioridade é governar São Paulo, eu até procuro ficar distante das questões partidárias. O momento é de trabalhar muito para que minhas atitudes e ações criem oportunidades para as pessoas possam brilhar, ter uma vida digna com emprego, renda e progresso. No fim de julho, no momento das convenções partidárias, vamos sim debater a campanha. Diferente dos meus adversários que já declararam pré-candidatura, eu já sou governador. O meu foco é governar São Paulo, estou todas às sextas e segundas trabalhando no interior e no litoral com o Governo na Área. O que a população espera do governador de São Paulo é que eu tome atitudes e decisões em benefício de toda a sociedade.

JJ - Um dos pontos positivos e reconhecidos até pelos adversários é o ótimo desempenho econômico de São Paulo na atual gestão. Como o senhor pode resumir esse resultado?

Rodrigo - Tivemos um período muito duro ao longo da pandemia, trabalhamos para salvar vidas, São Paulo trouxe a vacina para o Brasil e criou condições para que a economia paulista continue se recuperando muito mais rápido. Graças à responsabilidade que temos desde o início com as contas estaduais, estamos vivendo um ótimo momento de investimento público. Recebemos o governo com déficit de R$ 10 bilhões em 2019 e, entre 2021 e 2022, estamos investindo mais de R$ 50 bilhões em obras e serviços públicos. Isso é respeito pelo dinheiro dos impostos e competência para administrar. E um governo sério dá segurança para que a iniciativa privada invista e para que empreendedores possam crescer. Na ponta da linha, isso é mais emprego e mais desenvolvimento para todos. É natural que o Estado fomente ações para atrair o capital privado para São Paulo, quem gera emprego, renda e riqueza é o setor produtivo, sou um político liberal,e pratico isso todos os dias. Mas o papel de um bom governo é decisivo na ativação econômica e, principalmente, na aplicação de políticas públicas que ajudem a reduzir desigualdades e a tornar a sociedade mais justa, com oportunidades para que todas as pessoas possam brilhar.

JJ - O Governo de São Paulo também está tomando ações para reforçar a segurança nas ruas. A Operação Sufoco tem prazo para terminar?

Rodrigo -A Operação Sufoco tem dois objetivos principais: dobrar o patrulhamento policial nas ruas e ampliar a sensação de segurança da população. Colocamos mais policial na rua com pagamento de diárias extras, mais equipamentos, mais carros. E também determinei reforço no trabalho de investigação. Já prendemos duas grandes quadrilhas de roubos e furtos de celulares, conseguimos interceptar desmanches de motocicletas para reprimir receptadores. Chamei os aplicativos de entrega para uma conversa direto comigo e, hoje, as empresas informam quem é o verdadeiro entregador, a gente sabe identificar quem é trabalhador. O que queremos é pegar os bandidos que estão disfarçados de entregador. Nós não vamos parar a Operação Sufoco até reduzirmos ao máximo possível os indicadores na capital, na Grande São Paulo e também nas grandes cidades do interior e do litoral.

JJ - Na última terça-feira (25), o senhor também anunciou um programa ambicioso para zerar a fila de cirurgias no estado. Como isso será feito?

Rodrigo - Durante a pandemia, o Governo de São Paulo mostrou espírito coletivo, comprometimento e vocação para cuidar para cuidar das pessoas. A defesa da saúde é uma marca da nossa gestão, precisamos ser ágeis e eficientes para atender tudo o que não foi possível em 2020 e 2021. Foi por isso que criamos o programa Mutirão das Cirurgias, mobilizando toda a rede pública e hospitais particulares e filantrópicos para zerar a fila de espera por cirurgias em nosso estado em quatro meses. Mais uma vez, São Paulo vai mostrar o esforço e a preservação da vida, o cuidar da saúde que a gente sempre mostrou. As normativas já foram publicadas no Diário Oficial para resolvermos problemas de mais de 540 mil famílias que aguardam pela cirurgia de um pai, uma mãe, um filho ou filha, avós, parentes e pessoas queridas.

JJ - Na última sexta, Jundiaí foi sede do Governo na Área. A experiência de reunir autoridades do Estado e dos municípios fora do Palácio dos Bandeirantes está aprovada?

Rodrigo - O Governo na Área é uma iniciativa que implementamos no começo de abril. Duas vezes por semana, levamos o gabinete de governo e todo o secretariado para o interior. Na sexta (27), aqui em Jundiaí, prestamos contas das ações do Estado na região a autoridades municipais e representantes da sociedade civil. Como governador, procuro ouvir sugestões, críticas e ponderações sobre o que o Estado ainda pode fazer nos próximos meses e também anuncio novos investimentos e serviços. Aqui em Jundiaí, entregamos 49 ambulâncias, caminhões e maquinário pesado a sete cidades da região, confirmamos quase 10 milhões para obras viárias urbanas e estamos investindo mais de R$ 95 milhões na modernização de estradas. Aproveito para agradecer publicamente ao prefeito Luiz Fernando Machado, nosso companheiro e amigo, em nome de todos os gestores municipais que ajudam o Governo do Estado a levar São Paulo cada vez mais para frente.


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