Política

PSDB pressiona e ameaça lançar candidato próprio

ELEIÇÕES 2022 Aliança dos tucanos com MDB para lançar um candidato à Presidência depende de alguns acordo estaduais


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Presidente do PSDB, Bruno Araújo deu prazo até quarta para que emedebistas destravem acordo
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Em nova pressão sobre o MDB, o presidente do PSDB, Bruno Araújo, ameaça voltar a discutir uma candidatura própria do partido caso os emedebistas não destravem, até quarta-feira (8), acordos em estados nos quais os tucanos pediram apoio.

Os dois partidos estão em negociação para selar uma aliança em torno da candidatura da senadora Simone Tebet (MDB-MS) para o Palácio do Planalto, num acordo que também envolve o Cidadania.

O anúncio formal da aliança ainda depende, no entanto, de entendimentos regionais entre tucanos e emedebistas, principalmente no Rio Grande do Sul.

Araújo almoçou na quarta (1) com o ex-governador gaúcho Eduardo Leite (RS), o senador Tasso Jereissati (CE) e os deputados Aécio Neves (MG) e Paulo Abi-Ackel (MG), além da prefeita de Caruaru (PE), Raquel Lyra.

No encontro, ficou resolvido que o PSDB daria ao MDB um prazo até a próxima semana para destravar os palanques de Rio Grande do Sul, Pernambuco e Mato Grosso do Sul. Presente no encontro, Aécio defendeu que o partido debata uma candidatura própria se as concessões não forem feitas.

Depois do almoço, o PSDB divulgou uma nota sinalizando o prazo dado aos emedebistas. "Na quinta-feira [9 de junho], a executiva ampliada do PSDB se reúne para confirmar o apoio a Tebet ou o lançamento de candidatura própria à Presidência", diz o texto.

Durante o almoço, Aécio aproveitou a oportunidade para perguntar a Leite se ele toparia ser o nome do partido para disputar o Palácio do Planalto. Segundo relatos, o ex-governador gaúcho teria respondido que sim, caso esse fosse o desejo da sigla. Leite disputou as prévias do PSDB, mas foi derrotado pelo ex-governador de São Paulo João Doria, que desistiu da disputa por não ter o apoio da cúpula do PSDB.

Numa das últimas vezes em que falou do tema, na esteira da saída de Doria, Bruno Araújo foi taxativo e afirmou que uma candidatura presidencial própria do partido era um "assunto vencido, no sentido de que a aliança [com MDB e Cidadania] é absolutamente fundamental".

O caminho de apoio a Simone Tebet ainda é considerado o mais provável dentro do PSDB. "Estamos no entendimento com o MDB. Acredito que vamos chegar a termo. Essa é o cenário concreto que trabalhamos. Antes disso não adianta especularmos", disse Araújo.

O presidente do PSDB ainda afirmou que o nome do candidato a vice-presidente de Tebet só será definido depois que os tucanos anunciarem o apoio a ela. O mais cotado é Tasso, que já afirmou que não gostaria de se candidatar. Mesmo assim, aliados acreditam que ele cederá aos pedidos para ser vice da senadora, se assim lhe for solicitado.

(FP)


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