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Temer tem recorde de reprovação

DA FOLHAPRESS | 14/06/2018 | 21:56

A impopularidade recorde de Michel Temer (MDB) se deve essencialmente à insatisfação com o desempenho do governo em geral e, em particular, na economia. A imagem pessoal do presidente e o desgaste causado por escândalos de corrupção que o envolvem são laterais, mostra pesquisa Datafolha. Em levantamento realizado em 6 e 7 de junho, o instituto identificou que 82% da população considera a gestão Temer ruim ou péssima, 14%, regular e 3%, ótima e boa. É o pior desempenho de um presidente desde o início da série histórica, em 1989.

Depois de perguntar como avalia a gestão Temer, o Datafolha indagou o entrevistado sobre seus motivos, sem apresentar alternativas. Entre aqueles que reprovam Temer, 51% citaram espontaneamente sua gestão na economia como razão para o descontentamento. Os aspectos mais criticados foram o desemprego (13%), os preços dos combustíveis (13%) e os impostos (10%).

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Não aprovam o desempenho do presidente de forma geral 21%, alegando motivos como ele “não ter feito nada pelos pobres” (7%) e despreparo ou incompetência (5%). Entre os entrevistados, 15% mencionaram corrupção e desonestidade como fundamentos da má avaliação, sendo que 7% classificaram Temer como corrupto ou ladrão. Os homens se incomodam mais com esses problemas (18%) do que as mulheres (12%).
A imagem do emedebista foi citada por 5% da totalidade dos entrevistados como base da reprovação. Em contraste com os atuais 82% de Temer, o governo Dilma Rousseff (PT) era considerado ruim e péssimo por 28% em junho de 2014, o que foi suficiente para a então presidente ser vaiada na Copa do Mundo, realizada no Brasil.

Dois anos depois, foi a vez de Temer, ainda interino, ser hostilizado na Olimpíada no Rio. Em meados de 2016, durante o processo de impeachment de Dilma, ele prometeu comandar a retomada da economia, mas acabou por frustrar expectativas. Entre os 3% que disseram que a gestão Temer é boa ou ótima, 27% mencionaram seu desempenho na economia como razão para tanto.

O pente-fino na reprovação atual de Temer se choca com o discurso adotado pelo governo, segundo o qual a Lava Jato e o seu noticiário ofuscam avanços conquistados. No dia seguinte à publicação da pesquisa Datafolha que mostrou a impopularidade recorde de Temer, o ministro Raul Jungmann (Segurança Pública) afirmou, na segunda-feira (11), que “vazamentos representam um assassinato civil e político do presidente”.
Carlos Marun (Secretaria de Governo) disse que uma “conspiração asquerosa impede que a população associe à figura do presidente avanços altamente significativos”.


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