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Políticos se movimentam nos bastidores durante Copa do Mundo

BÁRBARA NÓBREGA MANGIERI | 15/07/2018 | 05:33

Enquanto o mundo está focado na Copa do Mundo, os partidos políticos e seus pré-candidatos vêm se movimentando entre uma partida de futebol e outra. Em Jundiaí, alguns políticos desistiram de suas pré-candidaturas, enquanto outros partidos ainda aguardam as coligações nacionais e estaduais para definirem seu próprio quadro. Ainda assim, muita coisa permanece indefinida a cinco dias do início das convenções partidárias, a partir do dia 20 de julho. A maioria dos partidos contatados pela reportagem, aliás, ainda não marcou uma data. É o caso do PPS e do PSD Jundiaí, que não têm data de convenção e nem quadro de pré-candidatos, por enquanto.

Francine Galeotti, presidente do diretório municipal do PPS, afirma que, apesar de ter dois nomes dentro do partido – o vereador Wagner Ligabó e o suplente Gustavo Checchinato – nada está definido. “Teremos uma reunião com a executiva estadual para saber se estes nomes atingem as metas necessárias para comporem a chapa que está sendo formada”, diz.

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Edicarlos Vieira, presidente do PSD, afirma que o partido convidou três nomes para compor uma chapa: o vereador Cristiano Lopes; a empresária Rachel de Marchi, que foi candidata a vice de Pedro Bigardi em 2016; e o comerciante Enrico Milamonte, que foi candidato a vereador. “Estamos aguardando, também, uma orientação da executiva estadual, porque dependendo das coligações que forem feitas teremos um número menor de candidaturas na Região”, explica Edicarlos.

Esse também é o motivo que mantém o quadro do PSB Jundiaí indefinido. O ex-vereador Julião, que a princípio concorreria a deputado estadual, está aguardando a cúpula do PSB decidir quem apoiará para presidente. “Hoje, cada coligação poderá apresentar 105 candidatos. Atualmente temos uma chapa de quatro partidos, o que dá 26 candidatos cada um. É muito pouco”, explica o professor Oswaldo Fernandes, presidente do PSB Jundiaí. “Dependendo de quem apoiaremos para presidente, a atual coligação poderá ser desfeita. Por isso, é preciso aguardar as movimentações da cúpula antes de decidir se o partido terá candidatos aqui na Região”, diz.

Fora isso, o partido sofreu uma baixa no quadro. A ex-delegada da DDM, Fátima Giassetti, não aceitou o convite da legenda para lançar candidatura para deputada federal. Ela era uma das poucas mulheres da cidade que participariam do pleito. Agora, o quadro feminino de pré-candidatas jundiaienses conta apenas com Mariana Janeiro, nova pré-candidata a deputada federal pelo PT, a professora Paloma Soares (PSOL) e a empresária Andrea Seixas (PSL), que concorrem como deputadas estaduais.

Oswaldo admite que nunca viu tamanha indefinição no cenário político. “Eu acompanhei as últimas 20 campanhas eleitorais, o que me dá uma certa experiência, e nunca vi um cenário tão conturbado”, confessa. “Estamos acostumados a ver o cenário polarizado nessa época, mas nestas eleições temos muita pulverização, o que dificulta as coligações. De manhã você está junto com alguém, de tarde não está mais e à noite muito pelo contrário”.

Foto: arquivo JJ

Foto: arquivo JJ


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