Jornal de Jundiaí | https://www.jj.com.br

Alckmin anuncia que AMEs serão hospital-dia e vão realizar cirurgias

| 03/10/2014 | 22:13

Há uma enorme omissão do governo federal em relação à segurança pública, na opinião do governador Geraldo Alckmin (PSDB), candidato à releeição, para quem “as fronteiras estão escancaradas”. O governador – líder das pesquisas eleitorais – confirmou que estenderá a implantação do Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep) para as diferentes regiões do Estado. “É a Rota do Interior”, disse ele. Na área de saúde, a novidade é transformação dos ambulatórios regionais, os AMEs em hospitais-dia para a realização de pequenas cirurgias e com isso desafogar os hospitais.

APJ – Por que o sr. deseja a reeleição ao governo de São Paulo?
Alckmin – São Paulo tem avançado muito. Quando Mário Covas assumiu (em 1995), dizíamos que São Paulo tinha tamanho de País como a Argentina, que é o segundo país da América do Sul. Hoje o PIB paulista é quase o dobro do da Argentina; ela tem 455 bilhões de dólares e São Paulo quase 800 bilhões de dólares. O endividamento do Estado na época era 2,28 vezes a receita corrente líquida e reduziu para 1,4. Nesses quatro anos chegamos a 74 bilhões de investimentos e reduzindo impostos. O Estado cresceu acima da média brasileira. O Interior de São Paulo pela primeira vez gera mais empregos do que a Região Metropolitana (da capital). Essa é a vocação de São Paulo, terra de oportunidades.

APJ – Como o sr. analisa a crise vivida pelo setor sucroenergético?
Alckmin – Essa crise tem nome e sobrenome: governo federal. É uma crise criada. Foi incentivada uma energia limpa e renovável e (o governo) tirou esse diferencial. Além disso, levou a Petrobras a uma situação gravíssima, pois quanto mais importa combustível, mais prejuízo tem. O único Estado que apoiou o setor foi São Paulo.

APJ – Quais as lições que podemos tirar da crise hídrica e o que o paulista pode esperar em relação ao abastecimento de água nos próximos anos? A crise veio para ficar ou é algo atípico deste ano?
Alckmin – Primeiro temos que reconhecer que se enfrentou uma seca que é a maior dos últimos 84 anos segundo o DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica) que tem estudo hidrológico desde 1930. Mesmo assim, na Região Metropolitana de São Paulo inteira, com 22 milhões de pessoas a 700 metros de altitude (as megalópoles do mundo estão a beira-mar), você abre a torneira e tem água. Iniciamos a PPP do São Lourenço e vamos buscar água do Alto do Juquiá. Mas estamos enfrentando mudanças climáticas. Qual o caminho? Vale para todos (os municípios), sejam Sabesp ou não: tem que aumentar a reservação, tem que ter grandes reservatórios. Quando chove, tem que guardar. A seca não é uniforme, pega mais uma região e menos outra, então é preciso integrar bacias para diminuir a vulnerabilidade e não depender de um sistema só. Aumentar a água de reúso, que é mais barata e que pode ser utilizada para tudo, menos para beber. Quando se trata o esgoto, pode usar a água de reúso na agroindústria por exemplo e substituir a água de consumo humano. Não tem sentido usar água tratada para lavar calçada e jardim. Tratamento de esgoto e uso racional da água.

APJ – Uma das maiores demandas da população é a Saúde. Se eleito, o que o sr. vai priorizar nessa área?
Alckmin – Hoje saúde é o maior problema em todos os municípios, grandes e pequenos, por quê? A população envelheceu. Nós vamos ampliar os AMEs (Ambulatório Médico de Especialidades). E vamos fazer o AME Mais. O AME vai ser hospital-dia e vai fazer cirurgia de média complexidade com cirurgião e anestesista. Há 52 AMEs e vamos expandir, podendo chegar a 100 AMEs. Vamos propor aos municípios participar com o Estado no custeio para fazer mais depressa. Fazer prédio é fácil, o problema é o custeio, que hoje é 100% do Estado e nenhum centavo do SUS e aqui entra outra questão. O SUS paga pouco, em média 40% do custo de um procedimento. Outra medida é ampliar a rede hospitalar. Fizemos a primeira PPP de hospitais: em São Paulo, o hospital da Mulher; em Sorocaba está no canteiro de obras e outro em S. José dos Campos. Vamos trabalhar em rede. Já fizemos a Rede de Combate ao Câncer, tem 74 hospitais na rede integrados pelo sistema de marcação 24 horas, sábados, domingos e feriados. Vamos fazer a Rede do Trauma. Há muito traumas devido acidentes com jovens em carros e motos e idosos em fraturas nas quedas, começando por São Paulo e região de Campinas. Inauguramos o primeiro hospital só para dependentes químicos em Botucatu.

APJ – O que o governo do Estado pode fazer para melhorar a segurança?
Alckmin – Há uma enorme omissão do governo federal na questão de segurança. Tráfico de drogas, de armas, lavagem de dinheiro são crimes federais. As fronteiras estão abertas, escancaradas, não existe nada, não quer nem chegar perto. E a situação ainda é mais grave no Nordeste, porque a vítima da droga é o rapaz do sexo masculino e de baixa escolaridade e mais pobre. A novidade em São Paulo é a Rota no Interior, o Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep). Tratamento de ações do choque, carros grandes, quatro policiais por carro fortemente armados. Implantamos em São José dos Campos, Campinas e Baixada Santista. E vamos agora levar para as demais regiões do Estado de São Paulo. O BAEP é para enfrentamento de organizações criminosas. É a Rota, como não pode chamar de Rota, demos o nome de Baep.


Link original: https://www.jj.com.br/politica/alckmin-anuncia-que-ames-serao-hospital-dia-e-vao-realizar-cirurgias/

Os comentários estão desativados.

Desenvolvido por CIJUN