Política

Alckmin e Doria amenizam declaração do general Villas Bôas sobre impunidade


O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e o prefeito João Doria (PSDB), amenizaram o impacto das declarações do comandante do Exército, o general Eduardo Villas Bôas. Nesta terça-feira (3), em sua página em uma rede social, o general expressou "repúdio à impunidade", mas sem citar o julgamento do habeas corpus do ex-presidente Lula pelo STF (Supremo Tribunal Federal) nesta quarta-feira (4). A declaração suscitou reações nas redes sociais. Alckmin considerou legítima a declaração do general. "Ele expressou um sentimento da sociedade. A sociedade não quer a impunidade. A impunidade estimula a atividade delituosa. Ele é um cidadão, expressou um sentimento", disse na manhã desta quarta-feira durante inauguração da estação Oscar Freire da linha 4-Amarela do metrô de São Paulo.

Na véspera de julgamento sobre Lula, comandante do Exército diz repudir impunidade

Perguntado se aceitaria uma declaração semelhante vinda de um membro do Exército caso fosse presidente, Alckmin desconversou: "Não vou avaliar o 'se'". Para o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), a fala do general não pode ser interpretada como uma forma de ameaça aos juízes caso o ex-presidente Lula não seja preso. "General Villas Bôas é acima de tudo um democrata, um defensor da Constituição, da institucionalidade. As palavras que ele postou em seu Twitter são de equilíbrio, de serenidade, mas é alerta de que é preciso respeitar a Constituição." Sobre o julgamento do habeas corpus do ex-presidente, Alckmin foi genérico. "A lei é para todos. Essa é a lógica da 'Res publica'. Por mais importantes que sejam as pessoas ninguém está acima da lei."


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