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Após atritos, Bolsonaro cancela reuniões com Maia e Eunício

FOLHAPRESS | 11/11/2018 | 18:00

O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) cancelou os encontros com os presidentes do Senado e da Câmara que faria na próxima terça-feira (13).
Em agenda enviada na sexta-feira (9), estavam previstas reuniões com Eunício Oliveira (MDB-CE) e Rodrigo Maia (DEM-RJ). No entanto, no sábado (10), a agenda foi reformulada e Bolsonaro irá direto para o gabinete de transição, no CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil).

Depois, seguirá para encontros com a presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministra Rosa Weber, o presidente do TST (Tribunal Superior do Trabalho), ministro Britto Pereira, e do STM (Superior Tribunal Militar), ministro José Coelho Ferreira.
Bolsonaro foi ao Congresso pela primeira vez como presidente eleito na última terça-feira (6), quando participou da sessão solene que comemorou os 30 anos da Constituição de 1988.

No mesmo dia, repercutiu mal entre os parlamentares a declaração do economista Paulo Guedes, futuro ministro da área econômica. Ele defendeu uma prensa no Congresso para que o atual texto da reforma da Previdência seja aprovado até o fim do ano.

“O presidente tem os votos populares e o Congresso a capacidade de aprovar ou não. Prensa neles. Se perguntar para o futuro ministro, ele está dizendo ‘prensa neles’, pede a reforma, é bom para todo mundo”, disse Guedes.

No fim da semana em que se discutiu possível apoio do futuro presidente a mudanças no sistema de aposentadorias ainda neste ano, Bolsonaro adotou um discurso contraditório a respeito do tema.

Além disso, contrariando o presidente eleito, o Senado aprovou na quarta-feira (8) reajuste salarial para ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), o que pode causar impacto de R$ 4 bilhões anualmente.

Levantamento da Folha publicado neste sábado (10) mostra que, no último ano do atual mandato, deputados e senadores armaram para o presidente eleito uma bomba fiscal de ao menos R$ 259 bilhões.

O valor refere-se ao impacto nas contas públicas, nos próximos quatro anos, causado por dez projetos aprovados ou que avançaram no Congresso em 2018.

Em transmissão ao vivo pelas redes sociais nesta sexta-feira (9), ele disparou frases de quem é contra alterar a Previdência e também daqueles que defendem a necessidade de um ajuste nessa área.

Bolsonaro argumentou que o Brasil está chegando ao limite, em referência à situação das contas públicas e afirmou: “Todos têm que entender que tá complicado a questão da Previdência”.

Repercutiu mal a declaração de Paulo Guedes, futuro ministro da área econômica de Bolsonaro, para “dar uma prensa no Congresso para a reforma da Previdência”

Repercutiu mal a declaração de Paulo Guedes, futuro ministro da área econômica de Bolsonaro, para “dar uma prensa no Congresso para a reforma da Previdência”

 

 


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